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Porque a morte de celebridades mobiliza multidões
Atualidades

Porque a morte de celebridades mobiliza multidões

Equipe Equilybra Psicologia25/07/2015 2 min de leitura

Pessoas famosas quando morrem deixam um país inteiro de luto A notícia da morte do sertanejo Cristiano Araújo e da namorada dele , Allana Morais, mobilizou o Brasil. Mas porque ess

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Pessoas famosas quando morrem deixam um país inteiro de luto A notícia da morte do sertanejo Cristiano Araújo e da namorada dele, Allana Morais, mobilizou o Brasil. Mas porque essa comoção acontece? O luto público ou luto coletivo como chamamos na psicologia, levam multidões a apresentarem manifestações de dor e pesar muitas vezes de uma pessoa que provavelmente nunca nem vimos de perto. O luto está entre as emoções mais poderosas que um ser humano pode viver. Ninguém permanece o mesmo após viver um luto e essa transformação é ampla e profunda, muito mais do que qualquer outra experiência dolorosa.   Abaixo alguns aspectos psicológicos que leva a esse movimento público: – No caso dos fãs, eles criam uma conexão emocional com a pessoa famosa, mesmo que nunca tivessem tido um contato com ela. Mas se identificavam com suas músicas, se emocionaram com as mesmas em momentos especiais de suas vidas, acompanham na mídia sua ascensão profissional. – Outro aspecto é a projeção. Um luto vivenciado anteriormente, especialmente quando o motivo da morte é semelhante. É absolutamente normal, portanto, que aqueles que perderam amigos ou familiares voltem a sentir uma tristeza parecida com a do luto pessoal. Projetamos também nossa condição vulnerável diante da morte, ao vermos uma celebridade jovem, que têm condições melhores de saúde, segurança e uma expectativa de uma vida longa, falecer tão repentinamente. Nossa fragilidade fica exposta diante dessa realidade que pode acontecer com qualquer um de nós. A certeza de que todos morrerão um dia, é e sempre vai ser uma questão difícil, que mexe com cada pessoa de maneira diferente. A morte é um fato que irá acontecer a todo ser humano e, no entanto o menos comentado e sobre a qual menos gostamos de pensar quando se trata da nossa vida. Por isso muitas vezes precisamos projetar essa dificuldade de enfrentamento do sentimento de impotência diante da morte, em uma figura famosa e na coletividade. -O senso de pertencimento. Onde as pessoas que publicam homenagens, pensamentos e lamentações à celebridade morta em redes sociais o fazem também pela necessidade de participar de uma espécie de movimento ou de um grupo. Ter afinidades e compadecimento pelas pessoas nos humaniza, e fazer parte de um grupo maior é uma das necessidades mais humanas de todas.   O apoio de parentes, amigos e muitas vezes a necessidade de tratamentos médicos e psicoterapia, são determinantes para o enfrentamento do luto e sua superação, pois a aceitação não acontece de uma hora para a outra.   Uma verdadeira educação para a vida deve incluir a realidade da morte, permitindo-se falar sobre o tema sem julgamentos e sem teorias prontas. Apenas tendo a sabedoria que a morte faz parte do ciclo de nossa existência. Rita Pinella Psicóloga Clínica CRP: 06/29395 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo. equilybra_psicologia_morte_celebridades_ayrton_senna equilybra_psicologia_morte_celebridades_cristiano_araujo equilybra_psicologia_morte_celebridades_paul_walker  


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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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