
Pistrantofobia: Medo de se relacionar
PISTANTROFOBIA: SERÁ QUE VOCÊ TEM ? Quem nunca se decepcionou na vida que atire a primeira pedra. Seja com parentes, amigos, no trabalho, nas relações amorosas. Pistantrofobia é um

PISTANTROFOBIA: SERÁ QUE VOCÊ TEM ? Quem nunca se decepcionou na vida que atire a primeira pedra. Seja com parentes, amigos, no trabalho, nas relações amorosas. Pistantrofobia é um medo exagerado de confiar novamente por conta de experiências negativas no passado. Nesse texto vou me ater às desilusões amorosas. Creio que todos temos um pouco ou já tivemos certo grau de pistantrofobia, principalmente logo após o término de um relacionamento. Decepção, mágoa, desilusão, fazem parte desses sentimentos que um dia vivemos e agora só de pensar que podemos sofrer novamente nos afastamos de qualquer nova possibilidade de um envolvimento afetivo ou qualquer pessoa que demonstre a intenção de ter um relacionamento sério. E passamos a acreditar que, se algo deu errado num relacionamento, o mais provável é que o episódio se repita com outro parceiro. E porque essa decepção acontece? O vilão dessa desilusão chama-se expectativas. As expectativas são o que pensamos que deve acontecer como resultado do que fazemos, dizemos ou planejamos. E a decepção é inevitável quando as coisas não saem como planejamos. Somos “nós” os parâmetros para nossos conceitos de bondade, gentileza, romance… O “quanto” e “como” gostaríamos de sermos amados, respeitados e considerados somos nós que estabelecemos, portanto a responsabilidade do desapontamento pelo que recebemos é nossa. Exigimos, não só que nossos desejos sejam atendidos, mas também muitas vezes adivinhados. Não nos damos conta de quanto isso é absurdo; perdemos a noção de que o outro é o outro, e nós somos nós. Nesse momento é muito comum a busca por culpados. As expectativas não realizadas geram raiva, autopiedade, e nos colocamos no papel de vítima. Somos iguais em nossa necessidade de sermos reconhecidos, amados, respeitados, entre outras coisas, mas a forma como desejamos ou demonstramos esses sentimentos é particular e única e exigir que o outro corresponda da mesma forma que nós é cruel para conosco e com o outro. Muitas pessoas permanecem num estado de desapontamento porque ficam enraizadas nas suas expectativas acerca de como a realidade deve ser. Reconhecer que as mesmas coisas podem representar algo diferente para diferentes pessoas exige uma boa dose de humildade. Essa decepção em Imaginar o mundo sem que ele seja um reflexo de si mesmo e de seus pensamentos e desejos, é uma alerta na vida emocional chamando você a repensar sua vida, sua forma de olhar para as pessoas. Como podemos mudar isso? Conhecendo a nós mesmos. Quanto mais soubermos a nosso próprio respeito, mais vamos conhecer sobre o nosso semelhante e menos sofrimento e desencanto vamos experimentar em relação a ele. Se você for uma pessoa disposta a se conhecer, vai concluir que o problema da decepção é seu e não do outro que você idealizou. Ás vezes as pessoas têm realmente a intenção de nos magoar ou irritar. Mesmo assim, só seremos atingidos se algo dentro de nós estiver receptivo ao que nos tentam impingir, nos tornando vulneráveis aos ataques. Se estamos nos sentindo excessivamente agredidos, magoados e frustrados, temos que considerar a possibilidade de termos feridas emocionais abertas. Quem está bem consigo mesmo não se deixa perturbar tão facilmente pelos demais. A psicoterapia é uma ajuda efetiva nesse autoconhecimento. Quanto à desilusão sofrida, aceitar a realidade, a dor e perdoar são passos importantes para superação. Não é fácil aceitar a realidade. É preciso tempo, e geralmente passamos por altos e baixos. Aceitar, acima de tudo, é admitir determinada realidade. Compreender que independentemente de qualquer ação nossa, o estado de fato não mudará. Admitir não significa necessariamente concordar. Talvez a pessoa tenha sido injusta, ingrata, incoerente, mas acabou. Quanto mais você nega a realidade, mais estresse e expectativas sobre tal fato você cria. Quanto mais você vive a “não-aceitação” mais dor você sente. O sofrimento pelo rompimento estará presente e é preciso encará-lo em vez de fugir dele. Você só consegue superar o rompimento de uma relação amorosa se aceitar que sentirá dor emocional, mas que isso é normal e que você superará em algum momento. Perdão é algo bom para seu coração. Perdão não é com o outro. Perdão é algo a ser feito dentro de você, Perdoar-se por se deixar iludir e se machucar e assim limpando todos esses sentimentos ruins que se instalaram no seu coração. Gostaria de esclarecer que como toda fobia, na pantistrofobia o medo é exacerbado impedindo o envolvimento em uma nova relação. Suas experiências negativas passadas não podem afetar tanto a sua vida presente a ponto de impedir que você seja feliz. Mas aprender com essas relações falidas do passado e observar a realidade presente é muito saudável. A ingenuidade e a credibilidade excessiva fazem tão mal quanto a desconfiança total. A primeira coisa para confiar em alguém é observar os fatos da realidade e não ficar pensando o que é ou deveria baseando-se em suas expectativas ou medos. Quem confia sem analisar antes tende a perder muito, mas quem não confia em ninguém também não constrói laços afetivos nem companheirismo. E perde muito mais. Acredito que o ser humano é o único que tem capacidade de se destruir e que vai muito além de se matar, pois quando ele mata em si mesmo a capacidade de amar ele não morre sozinho, mas leva com ele todos os que o amam junto com suas esperanças. Liberte-se ! Rita Pinella Psicóloga Clínica CRP: 06/29395 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .



