
O Arquétipo da Grande Mãe
Todos os arquétipos vêm carregando em sua alma uma ampla quantidade de sentimentos, experiências, sentidos, significados e conceitos que atravessam os tempos. Em 1919, Jung introdu
Todos os arquétipos vêm carregando em sua alma uma ampla quantidade de sentimentos, experiências, sentidos, significados e conceitos que atravessam os tempos. Em 1919, Jung introduziu o conceito de “arquétipo”, passando que as imagens primordiais humanas são herdadas ou transmitidas. O arquétipo da Grande Mãe não poderia ser diferente e a gama de representações da “mãe” através da história só vem a provar isso. Para a mitologia grega a grande mãe é representada por Demeter, a deusa da agricultura, da terra, a deusa da fertilidade, que para ficar ao lado da sua filha Perséfone, fez um pacto com o guardião do submundo Hades, parte do ano Demeter fica com a filha e parte do ano Perséfone volta para os braços de Hades no submundo. A constelação da Grande Mãe para a filha e para o filho ocorre de maneiras distintas: Para a filha o arquétipo da Grande Mãe mistura-se um pouco ao arquétipo feminino; o modelo feminino para uma menina é sua mãe ou uma figura que a represente, as experiências obtidas através deste contato, que formarão a psique da futura mulher, como entenderá a si própria e o mundo que está inserido. Para o filho a relação que ele tiver com a sua mãe, influenciará diretamente na forma que este irá se relacionar com as figuras femininas em sua vida, esposa, namorada, sogra, filha, professoras, entre outras. Se a experiência de contato com a figura materna foi positiva e construtiva, formará uma psique no homem madura, caso contrário a psique formada será de um homem imaturo em relação às mulheres e a vida. Quando um bebê nasce, ele é totalmente desprotegido e a mãe mais do que ninguém sabe do que o bebê precisa para ficar protegido, alimentado, seguro e acolhido. No começo o amor maternal é pura proteção, acolhimento e segurança, tais características formam os aspectos positivos do arquétipo da Grande Mãe. Forma filhos, seguros, maduros e prontos para os enfrentamentos da vida. Todos os arquétipos também possuem um lado negativo. A mãe devoradora, que impede que os filhos cresçam que tomem suas decisões, mesmo que por ora não sejam as mais acertadas, a mãe castradora, que deseja que os filhos sempre sejam eternos bebês. Influenciará diretamente na formação da psique dos filhos e provavelmente terá como resultado seres humanos inseguros e pouco preparados para os infortúnios da vida. Ouvi de uma mãe, que o mais acertado em relação aos filhos é: Quando uma criança já tiver a capacidade de fazer algo, não faça por ela! Por exemplo: se uma criança já é capaz de amarrar os sapatos sozinha, pentear os cabelos, deixe que o faça, assim criará autonomia e iniciativa. Khalil Gibran escreveu: “Tú és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados… Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria.” O complexo materno existe em todas as pessoas e se relaciona diretamente na necessidade de carinho, amor e na capacidade de se relacionar consigo e com o mundo externo. Através da terapia, é possível compreender a influência do complexo materno na vida de uma pessoa e com a compreensão do mesmo seria possível amenizar possíveis situações de sofrimento. Rosângela Correa Psicóloga Junguiana – CRP: 06/45870 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .



