
Ser mãe, ser mulher!
A partir do momento em que a mulher se torna mãe, biológica ou de coração, seu mundo, com certeza, passa a ter outros matizes que antes não eram vistas. Seu universo se expande e a
A partir do momento em que a mulher se torna mãe, biológica ou de coração, seu mundo, com certeza, passa a ter outros matizes que antes não eram vistas.
Seu universo se expande e ao mesmo tempo se reduz em sensações tão intensas que algo parece que vai explodir. Antes de ser mãe coisas tão rotineiras e simples passavam despercebidas: comer uma comida quentinha, tomar banho com a porta fechada, dormir a noite toda, arrumar-se para um passeio, e permanecer arrumada, manter a casa em ordem, assistir a um filme, e não a um desenho, enfim a lista prossegue. As sensações e sentimentos passam a serem mais intensos. Olhar para o futuro não pode ser somente pela sua ótica, há de se incluir no universo desejos e sonhos dos filhos. Fazendo malabarismo para respeitar o processo de crescimento e independência desta pessoa. Ser mãe faz parte de um dos muitos ciclos femininos pelos quais a mulher passa durante sua vida e, sem dúvida, as mudanças são grandes, intensas e reveladoras, mas não podemos deixar de ressaltar que também a feminilidade faz parte da essência da mulher e que esta não pode ser excluída ou deixada de lado por conta da vivencia do papel de mãe. O que há de lindo na mulher é sua feminilidade, a vivência do materno precisa ser um complemento e não uma exclusão deste feminino. Ser feminina é vivenciar as mudanças do nosso corpo com o passar do tempo e orgulhar-se desta transformação. Não é preciso usar cor de rosa, gostar somente de filmes românticos ou de salto alto para se apropriar desta feminilidade, mas sim ver-se poderosa de dentro para fora e com esta força sentir bem para tomar suas próprias decisões. É ser intuitiva e usar esta intuição não somente para os filhos, mas também para si. Perceber que é importante estar bonita e radiante porque esta sensação faz com que a autoestima fique elevada e uma mulher poderosa é capaz de grandes feitos. Ser feminina é bordar sua história, costurar seus sonhos, cozinhar sua carreira, lavar suas decepções e colocar ao sol para transformar em lições para que a vida siga em frente. É ser criativa e acolhedora para receber o outro mas acima de tudo é poder se permitir receber tudo isso em troca. É sentir-se merecedora desta recompensa, porque dar é muito bom, mas receber é melhor ainda. Permitindo-se ser frágil em alguns momentos entendendo que fragilidade não significa fraqueza. “O destino de uma mulher é ser mulher” (Clarice Lispector) e acrescento: ela pode ser mãe também! Claudineia Sartori CRP 06/ 54651 Psicóloga Clinica Especialista em Psicologia Hospitalar e Psicossomática *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .


