
Mulher bela,recatada e do lar
Entrevista cedida ao Jornal Folha e Trem 1. A descrição de Marcela Temer feita pela Veja pode ser considerada como um reflexo da mulher brasileira ideal o reflete uma ideia machist
Entrevista cedida ao Jornal Folha e Trem
1. A descrição de Marcela Temer feita pela Veja pode ser considerada como um reflexo da mulher brasileira ideal o reflete uma ideia machista que ainda ronda a sociedade? “Reflexo da mulher brasileira ideal” Se a revista veja quis colocar esse ideal de mulher o colocou erroneamente no momento em que vivemos hoje. As mulheres lutaram muito para chegar até aqui. Hoje podemos ser belas, mas não sermos do lar. Podemos ser do lar, mas não sermos recatadas. Podemos ser pai e mãe ao mesmo tempo. Podemos ser esposas sem filhos ou apenas filhas. Ser solteiras, amasiadas e amigas. E acima de tudo podemos ser ótimas profissionais independente do que escolhemos, e isso inclui ser do lar, uma profissão difícil, de grande responsabilidade e que merece ser respeitada. Essa historia de mulher ideal não existe mais, e acredito que o restante machista também não acredite. 2. Por que a escolha das palavras “bela, recatada e do lar” geraram tanta polêmica? Se nós leitores lermos apenas esses três adjetivos não vai gerar polêmica, pois são apenas palavras classificando “alguém”. Acredito que o que tenha causado polêmica foi a revista ter colocado “Michel Temer é um homem de sorte”, pois isso sim classifica esses adjetivos como ideais. Quer dizer que se não sou bela (padrão Marcela Temer), recatada e do lar meu marido não é um homem de sorte? E minhas outras qualidades? 3. Qual foi sua reação pessoal ao ler à manchete da Veja? Ao ler a manchete fiquei decepcionada que ainda exista essa infeliz tentativa de colocar um padrão de mulher, para mulheres brasileiras tão maravilhosas e diferentes como somos. Foi sim, uma equivocada tentativa. 4. A sociedade sempre procura padronizar a si mesma. Você acredita que o novo padrão seja desconstruir os padrões? Não nesse caso. A mulher pode até seguir padrões de beleza, de moda, mas não de seus ideais. Para isso acredito que não exista padrões. As mulheres são maravilhosamente diferentes e essa permissão foi conquistada, não há como voltar atrás. E se ela escolhe ser bela, recatada e do lar é seu direito, e deve ser respeitada e valorizada, assim como qualquer outra escolha que fazemos. Tânia Maria Lima Maliska Sperati Psicóloga Clínica Comportamental CRP 06/79567 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .



