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Síndrome do ninho vazio
Relacionamentos

Síndrome do ninho vazio

Equipe Equilybra Psicologia03/05/2016 3 min de leitura

A emoção de ser mãe, as mudanças de comportamento desde o início da descoberta positiva do exame de gravides, a inserção dos primeiros laços ao outro ser humano, planejamentos e id

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A emoção de ser mãe, as mudanças de comportamento desde o início da descoberta positiva do exame de gravides, a inserção dos primeiros laços ao outro ser humano, planejamentos e idealizações direcionada ao seu futuro filho.

Processo de adaptação referentes as mudanças físicas e emocionais durante a gestação, passando de um indivíduo responsável basicamente por si próprio, para uma mãe responsável pela vida e bem estar de uma criança.

E isso é apenas o início, nesse momento é quando uma mãe se dá conta de que é capaz de fazer qualquer coisa pelo seu filho, significa mudar a sua vida, seu tempo, seu pensamento para ensinar seus filhos a viver, tendo uma razão de ser para o resto da vida.

Ser mãe é ter sentimentos contraditórios ao ver os filhos crescendo é quando deve se administrar o sentimento da perda, de sua barriga depois os primeiros passos onde seu filho não terá tanta necessidade de colo, o primeiro dia na escola onde o tempo juntos iram se estreitando, sentimento de proteção ao ver se filho chateado ou triste por causa de alguma dificuldade no processo escolar tanto com seus estudos como nas suas primeira relações interpessoais com os colegas , a substituição do tempo em família pelo grupo de amigos, depois com relações afetivas.

Seu primeiro emprego iniciando sua independência.

Ser mãe é querer aproveitar e viver ao máximo cada momento.

Durante esse processo natural no desenvolvimento de seu filho, rumo a uma vida independente, a saída dos laços familiares de casa, seja porque vão casar, cursar uma universidade em outra cidade, realizar intercambio em outro pais, etc.

Situação que deveriam ser comemorado pelos pais, mas que nem sempre acontecem, por não conseguirem administrar o sentimento da saudade pode proporcionar prejuízo à vida de quem fica.

A Síndrome do Ninho Vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentido pelos pais e tutores quando seu filho deixa o lar, atingindo principalmente as mulheres sendo uma fase complicada devido o que algumas passam no decorrer de suas vidas descrito acima, sua dedicação quase que exclusiva aos filhos e quando eles vão embora, elas sentem um vazio, uma perda de si mesma.

As mulheres são mais afetadas pela Síndrome do Ninho Vazio devido à um processo de modificação corporal fisiológica, a menopausa onde o corpo, internamente vai tendo a consciência de que não pode gerar mais filhos, junto com a saída do filho a sensação de tristeza aumenta

Esse vazio ocasionada pela ausência, saudade de seu filho, pode se transformar em dor, sendo comum a transferir a tensão do estresse para músculos, nas costas, crises de ansiedade, angústia problemas psicossomáticos que antes não existiam, a emoção se transforma em dor, e isso por mais que seja psicológico causa dor.

E a dor é real. Em todas as fases demonstradas não há necessidade de passar sozinha, a busca de um processo terapêutico poderá facilitar a aceitação da situação atual, sabendo que nada vai substituir a saída dos filhos, mas é compreender a nova fase que está passando, buscando outras maneiras de ver a situação buscando novos sentidos para a vida. E assim, viver essa nova fase com orgulho do progresso de seus filhos.

Portanto o fato de estarem distantes não significa a perda dos filhos e sim uma nova forma de convivência que como qualquer relação deve ser cultivada. Concluo com um poema. Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.

E haverá muita gente no porto a sua espera.

Como é difícil soltar as amarras! Içami Tiba

Isis Alessandra Ciasca – Psicóloga Clínica Comportamental CRP: 06/119621

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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