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Atualidades

Deu positivo ! E agora ??

Equipe Equilybra Psicologia23/07/2015 3 min de leitura

Um momento único e marcante na vida de uma mulher. A gravidez. Independente dessa gravidez ser desejada ou não, sabemos que a mulher passa a se questionar logo no inicio sobre tudo

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Um momento único e marcante na vida de uma mulher. A gravidez. Independente dessa gravidez ser desejada ou não, sabemos que a mulher passa a se questionar logo no inicio sobre tudo que virá pela frente. As prioridades mudam, a responsabilidade aumenta, as dificuldades também.
 
Nesta decisão, estão implícitos diversos fatores que são considerados a partir do momento que se pensa na possibilidade de ser mãe, como por exemplo, condição financeira, capacidade de criar uma criança de forma plena e saudável, pois muitas mães trabalham fora e possuem jornadas longas de trabalho, o que lhes exige uma condição para acomodar seus filhos em creches, escolas, ou até mesmo sob o cuidado de babás ou alguém pago para cuidar. A maternidade implica em alterações físicas/emocionais na mulher, oscilações hormonais, o que também pode ser encarado para algumas como uma experiência negativa da gravidez.
 
Pensando no contexto da maternidade dentro de um relacionamento / casamento, alguns fatores também acabam por ser considerados e são importantes na decisão de gerar uma criança.
Temos que pensar na maternidade como um marco na vida de uma mulher, e é óbvio que ela deseja que esta experiência seja sentida e até mesmo dividida com o parceiro. Desde a decisão ou não, cada mexida na barriga, cada sentimento a ser dividido, cada angustia, cada enjoo. Cada mulher vivencia esta experiência de uma maneira diferente, mas não menos emocional e intensa. Após o nascimento da criança, o casal enfrenta uma nova e difícil fase de adaptação, aceitação, aprendizado, fortalecimento, união. Esta fase costuma ser a mais complicada para o casal, pois a mãe está totalmente voltada para a criança e o pai/ parceiro, tentando encontrar seu lugar neste triângulo. Muitas vezes sem perceber acaba se sentindo excluído por insegurança ou por não saber mesmo onde é seu lugar naquela relação tão única entre mãe-bebê.
 
Nesta fase é comum as mulheres perderem o interesse sexual, o que muitas vezes se torna um problema para a relação. Com a chegada de um bebê, a rotina da família muda bruscamente, a questão sexual talvez deixe de ter a devida atenção neste momento, fator este que me parece incomodar muito mais aos homens. O sono é afetado, todas as necessidades do bebê devem ser atendidas, muitas vezes fazendo com que a mãe deixe de lado suas próprias necessidades. A mulher fica sensível, emotiva, irritada, carinhosa, chorosa, carente, ou seja, é realmente um momento onde muitas emoções e sentimentos vem a tona.
 
Existe também, uma quantidade significativa de mulheres grávidas ou com filhos, sem a presença de um pai ou parceiro, que se desdobram em diversos papéis para educar seus filhos e proporcionar uma vida saudável a eles. Vejo mães desempenhando papel de mãe e pai, extraindo forças do seu ultimo tempo disponível para brincar com seu filho ao chegar em casa, tentando aproveitar o pouco tempo da melhor maneira possível. Recebo também, muitas queixas de mães que se fazem a tão temida pergunta: Será que vou dar conta? Será que estou educando meu filho da maneira correta?
As mulheres vêm com diversos questionamentos e a verdade é que não existe um manual para se educar corretamente uma criança. O importante é que ela não deixe seus desejos e necessidades serem engolidos por este mundo novo que a espera.
 
AUTORA: ALINE SALVADOR DA SILVA
PSICÓLOGA CLÍNICA
CRP: 06/94664
 
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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