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Socorro: Tenho dedo podre !
Atualidades

Socorro: Tenho dedo podre !

Equipe Equilybra Psicologia23/07/2015 3 min de leitura

É assim que muitas pacientes chegam ao meu consultório. Dão-se conta que repetem um determinado padrão de comportamento, ou seja, escolhem sempre parceiros que geram algum tipo de

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É assim que muitas pacientes chegam ao meu consultório.
Dão-se conta que repetem um determinado padrão de comportamento, ou seja, escolhem sempre parceiros que geram algum tipo de sofrimento. Exemplificando: homens não confiáveis, infiéis, comprometidos ou que não querem compromisso sério, egoístas, agressores, viciados, e por aí vai…
 
É um fato que, quando existe uma reincidência nas escolhas, não podemos tratar como casualidade ou coincidência.
Sei que existem muitos homens que se encaixam nos tipos descritos acima, mas a opção de aceitar uma relação falida é sempre sua.
Vamos a alguns (apenas alguns) motivos e reflexões que levam, nós mulheres, às escolhas de parceiros inadequados.
 
– Quando o fato estar só gera sofrimento, saímos desenfreadamente à procura de qualquer ser que possa preencher essa lacuna.
Fazemos escolhas superficiais, sem critérios de avaliação e nos contentamos com migalhas.
A conhecida frase ¨Antes só que mal acompanhada¨ cai por terra, pois, necessito do outro para me ¨validar”. Fica estabeleccida uma dependência emocional com o outro.
Estar com um companheiro é “estar com”  e não “estar para”.
O outro deve ser seu parceiro de jornada e não o seu realizador. A jornada é sua, única e intransferível.
O recusar em desfrutar de sua própria companhia pode estar significando uma falta de sentido na vida, carência e baixa autoestima.
 
– A mulher é movida por emoções e os homens¨aventureiros e politicamente incorretos¨ nos fazem sentir várias emoções.Os sedutores, conquistadores , atraentes, esses sim é que são legais. São desafiadores e gostamos desses desafios, principalmente quando envolvem a superação de outras concorrentes.
  Os homens ¨bonzinhos e legais¨não servem pois não tem charme, erotismo, aventura, pegada…
O desejo virou prioridade. Parece-me que hoje as mulheres buscam mais por fantasias do que por relacionamentos, comprovando que gostamos mais da emoção e da adrenalina do que de nós mesmas.
Em sua maioria, esse homem que nos atrai, são os que não valorizam a mulher e as relações.
E acabamos utilizando nosso dom de transformar o sapo em príncipe, compreendendo, justificando e aceitando os comportamentos que nos causam danos e assim vamos ¨esticando ¨essa relação.
Prazer com sofrimento não vale a pena. Não tem amor sem reciprocidade.
 
-Nossas escolhas são sempre movidas por reflexos de experiências que vamos acumulando durante a nossa vida, principalmente as da infância, onde ainda não temos discernimento para escolher entre o certo e o errado.
Quando se presencia, na infância, situações como infidelidade, brigas, agressões, separações no lar que se vive, acaba-se por estabelecer inconscientemente que os relacionamentos tendem ao sofrimento e fracasso. Fica difícil querer relacionar-se.
O mesmo acontece ao se vivenciar sentimentos como desamor, rejeição, abandono quando criança.
É bem provável que:” eu acredite não ser merecedora de um amor saudável.”
Ser amada e respeitada torna-se perigoso e ameaçador.Então acreditamos ser menos sofrível permanecermos no conhecido insatisfatório do que arriscar ao desconhecido obscuro, onde eu tenho que reconsiderar e mudar alguns modelos e verdades internalizados.
Estamos entrando no campo dos conflitos emocionais, fantasmas silenciosos e ocultos, mas que de longa data nos assombram e determinam nossas escolhas.
Conhecer, enfrentar e se libertar desses fantasmas é a melhor opção para uma vida afetiva mais saudável e plena.
 
Gostaria de ressaltar que o tal ¨dedo podre ¨não é benefício exclusivo do universo feminino.
Os homens também sofrem desse mal.
 
E para finalizar….Existe cura para meu dedo?? A resposta é SIM !
Mas é preciso todo um trabalho de reconhecimento, autoconhecimento, análise, resignificação, superação.
Colocar os sentimentos no lugar, para se achar merecedora de uma relação saudável, ter amor próprio.
E essa conquista não vem apenas lendo esse artigo ou livros de autoajuda.
A terapia é uma ferramenta efetiva para a libertação de suas escolhas infelizes.
O primeiro passo é reconhecer que você é responsável por essas escolhas.
Depois, ter a humildade em buscar ajuda de um profissional que irá ¨ iluminar¨a trilha para
um novo caminho a ser percorrido .
Fazer terapia é um ato de amor: DE AMAR-SE!!
 
Autoria: Rita Pinella
Crp: 06/29395 Psicóloga Clínica
 
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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