Quem já não escutou um homem no seu maior ímpeto de raiva dizer a sua parceira: “O que você quer que eu faça?” Ou outro, concordar com sua namorada que a roupa que ela acabara de e
Quem já não escutou um homem no seu maior ímpeto de raiva dizer a sua parceira: “O que você quer que eu faça?”
Ou outro, concordar com sua namorada que a roupa que ela acabara de experimentar na loja está linda e mesmo assim a garota fazer um “bico” e dizer que prefere ver outra roupa em outra loja?
Ou ainda, o marido ter de explicar por que chegou cedo do trabalho?
Como entender que um único ser possa ter demandas tão antagônicas em um curtíssimo espaço de tempo?
Será que é só para ter o gostinho de nos contrariar e nos ver bravos?
Ou será que elas querem nos ver cheios de dúvidas?
Podemos ficar aqui durante dias tentando achar uma explicação plausível que não chegaremos a nada conclusivo, afinal a mulher não vem com manual de instruções.
No entanto, podemos afirmar que essa volatilidade de decisões não está ligada ao externo, isto é, não é por causa de nós, ou para nós, homens que as mulheres se mostram tão indecisas.
É muito comum, mulheres motivadas a buscarem a compreensão de tantas dúvidas e conflitos, procurarem por psicoterapia a fim de melhorar os seus relacionamentos interpessoais, assim como, nós homens, procurarmos através de psicoterapia, entender se a nossa suposta praticidade em resolver as coisas possa ser uma falha que cause conflitos em nossos relacionamentos.
O fato é que angustias e conflitos gerados pela dúvida são inerentes ao ser humano e cada um de nós tem uma maneira singular de entender e enfrentar essas questões. E quando nos relacionamos com alguém, a nossa maneira de lidar com certas situações pode divergir da visão do outro, fatalmente gerando um conflito que vai nos colocar a refletir se estamos “certos” ou “errados”.
Desta forma, podemos pensar que o certo e o errado sofrem constantes transformações de acordo com nossas experiências e vivências na arte de nos relacionar, e que, para o desafio de tentar entender o que “querem” de nós, primeiramente temos que buscar a compreender o que “queremos” de nós.
Teoricamente parece fácil responder essa pergunta, afinal quem melhor que nós mesmos para responder sobre as nossas próprias demandas?
A Psicoterapia objetiva facilitar esse contato com nós mesmos, proporcionando através de reflexões e auto questionamentos a elaboração de conflitos internos que tanto nos atrapalham na busca de respostas que parecem estar tão próximas, mas que não conseguimos alcançar.
Então fica o desafio:
O que você quer de você????
Samir A. Mourad CRP: 06/88835
Psicoterapeuta
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.