
Pai, irmão, mãe, chefe: Eu sou homossexual!
Tal frase na maioria das vezes é dita com muita ansiedade pelo que virá a seguir. A reação da sociedade frente à homossexualidade ainda nos dias de hoje é provida de uma carga emoc

Tal frase na maioria das vezes é dita com muita ansiedade pelo que virá a seguir.
A reação da sociedade frente à homossexualidade ainda nos dias de hoje é provida de uma carga emocional e social enorme.
Dia 28 de junho é comemorado o dia do Orgulho Gay, lembrado em todo mundo depois de um confronto entre homossexuais e policiais, em 28 de junho de 1969, em Nova York (EUA).
Hoje 47 anos depois um ataque a uma boate gay na cidade de Orlando (EUA) abala novamente o mundo e levanta questões referente à intolerância, ao radicalismo religioso, e notícias se espalham pelas mídias afirmando que o atirador era freqüentador da boate e segundo sua ex esposa tinha tendências homossexuais.
Assumir ou não a homossexualidade sempre é uma tarefa delicada para a pessoa, mesmo para aquelas que estão inseridas em um núcleo familiar dito mais “liberal”. E o sofrimento interno para o indivíduo que é cercado por práticas sociais e religiosas mais intolerantes a relação homoafetiva é enorme.
A pessoa vive em conflito porque tem o desejo de se realizar e na maioria das vezes assumi um papel social de ser heterossexual, casar e ter filhos para se enquadrar no que a sociedade espera para esta pessoa.
Contudo o desejo de levar uma vida totalmente diferente está pulsando fortemente dentro daquela pessoa, que no caso do atirador de Orlando levou a um ato extremo de “matar” algo que desejava tanto.
Apesar do Brasil já ter leis que garantam a união de casais homoafetivos e leis que considerem a discriminação crime inafiançável, o país mantém alto índice de assassinato contra homossexuais e travestis, e a cada 10 jovens que cometem suicido oito são gays.
Número cada vez mais crescente de jovens que tiram a própria vida, por ter medo da reação da família e dos amigos.
A ansiedade e a depressão podem ser alguns dos sintomas presentes nos jovens, que tem conflitos internos por não quererem assumir sua sexualidade, alguns se isolam dos amigos, outros passam a ter algum comportamento violento ou começam a mentir.
A busca por uma psicoterapia é fundamental para que o indivíduo se fortaleça internamente e enfrente seus conflitos.
Rosangela Corrêa CRP: 06/45870
Psicóloga e Educadora Sexual pela Unisal
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .



