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O pai de primeira viagem
Pais e Filhos

O pai de primeira viagem

Equipe Equilybra Psicologia09/08/2017 4 min de leitura

O amor de pai é uma das principais influências na personalidade dos filhos. O pai é fundamental no desenvolvimento emocional e social. Gravidez, parto e amamentação, tudo isso prov

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O amor de pai é uma das principais influências na personalidade dos filhos. O pai é fundamental no desenvolvimento emocional e social. Gravidez, parto e amamentação, tudo isso provoca alterações hormonais em mães. No entanto, pesquisadores descobriram que os homens também sofrem alterações hormonais após se tornarem pais, por isso tanto se fala de homens que ficam grávidos junto com suas esposas. Muito se fala da mãe de primeira viagem. Mas e quanto ao pai? Quem olha para ele em um momento onde tudo e todos estão voltados para a mãe e o bebê? Quem entende suas angústias e medos que envolvem essa difícil e longa jornada de ser pai? Sim, os homens também sentem medo, angústias, frustrações, insegurança, ansiedade, tristeza etc. Culturalmente, estamos habituados a olhar para a mulher como única e exclusiva na arte de ser mãe. Desde a gravidez, todos os olhares e holofotes estão voltados para a mãe, afinal, é no ventre dela que está sendo gerado o bebê. Todos ao redor vivem uma ansiedade constante a cada mês que passa, com cada centímetro e cada quilo que o bebê ganha, cada dor, cada contração, é vivida intensamente por todos que estão em volta, na ânsia de ver o quanto antes o rostinho lindo do bebê. Chega o tão esperado dia, o bebê nasce. Nasce uma mãe. Nasce um pai.

Nasce uma mãe, que não sabia como era desempenhar esse papel e se vê mergulhada em um mundo de insegurança. E o pai? Porque com ele teria de ser diferente? A vida dele até então, resumia- se a trabalhar, chegar em casa, acariciar o barrigão da esposa, dormir longas e profundas noites de sono. De repente, com a chegada de um terceiro membro na família, tudo muda e passa a ser bem diferente do que era antes. Os homens também não nasceram sabendo como ser pai e também precisam aprender devagar com o dia a dia. O que acontece frequentemente é que, muitas mulheres, ao se verem mães e responsáveis por um bebê, envolvidas com tantos afazeres relacionados a maternidade, acabam por vezes excluindo seus parceiros dessas atividades, o que acaba por gerar uma sobrecarga na mulher e insegurança no homem, que se sente excluído da relação. É fato que o centro das atenções agora é o bebê, é natural que seja assim. Mas, existem alguns fatores que vem gerar no homem a sensação de exclusão, ou por falta de confiança dessa mãe, ou por medo de que o pai faça algo errado e prejudique o bebê, ou por ela achar que pelo fato de ser mãe, ela sabe muito mais do que ele. Muitas mulheres não permitem que seus parceiros participem da rotina com os bebês no início e acabam não dividindo as tarefas com eles. Algumas tarefas poderiam ser realizadas pelo pai, que naturalmente se sentiria parte dessa aventura também, e responsável tanto quanto. Assim como a mãe, o pai precisa de muita paciência para lidar com esse momento pós-parto. É uma fase difícil e conturbada física e emocionalmente para a mulher, que para piorar, não está nada de bem com seu corpo, o que acaba fazendo com que ela perca , algumas mais, outras menos, o interesse sexual. Essa situação gera um afastamento natural do homem, que já na gravidez sente-se com medos e inseguranças quanto ao ato sexual com a esposa grávida. Então, aos pais de primeira viagem, é preciso saber que existem alguns fatores que irão ocorrer no início do pós parto, mas que são passageiros. As noites de sono já não serão as mesmas, mas em contrapartida ele pode ajudar em alguma tarefa de casa e até mesmo com o bebê, por exemplo dar banho todos os dias. A vida social também não será mais a mesma, afinal o bebê agora é prioridade e aquela cervejinha com os amigos pode ficar em segundo plano por um tempo. Em compensação, um sorriso do bebê irá fazer tudo valer a pena no final das contas. A esposa pode ter dificuldade em ter relação sexual, o que vai exigir muito diálogo e paciência, isso também vai passar. E por fim, dedique se ao seu filho o máximo que você puder, seja o melhor pai que puder ser e todo o esforço e sacrifício terá valido a pena.

 

Aline Salvador 

 Psicóloga Clínica CRP: 06/94864

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.


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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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