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Mulheres que amam demais
Atualidades

Mulheres que amam demais

Equipe Equilybra Psicologia09/06/2016 2 min de leitura

“Abandonei minha filha de oito anos com minha mãe e fui atrás do amor da minha vida, o Luis não gostava de crianças e não queria filhos. Mudei para o Paraná com o Luis e deixei min

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“Abandonei minha filha de oito anos com minha mãe e fui atrás do amor da minha vida, o Luis não gostava de crianças e não queria filhos. Mudei para o Paraná com o Luis e deixei minha filha em São Paulo, era o amor da minha vida, nunca havia sido tão feliz e apaixonada, mas o Luis me trocou por outra e minha filha hoje com 13 anos não me perdoa” (relado de Júlia, 42 anos, freqüentadora do MADA) Relatos como este são freqüentes nas reuniões do MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimo), baseado nos moldes do AA, as reuniões do MADA já estão presentes em todo o país, auxiliando as mulheres a superarem este “amor” sem limites. Notem: esse amor excessivo é considerado um vício, assim como o álcool ou as drogas. Uma mulher dependente do amor, faz qualquer coisa para não o perder, e isso muitas vezes implica na anulação de sua identidade e desejos, afastamento de convívio familiar e social, e até aceitar se submeter a abusos e agressões emocionais ou físicas. Relacionamentos são em grande maioria duas pessoas que se juntam porque se gostam e querem compartilhar momentos juntas, mas infelizmente nem sempre é isso que ocorre, algumas mulheres, que em sua grande maioria tem uma auto-estima baixa, provenientes de lares conflitantes e que tentam a todo custo suprir suas necessidades de carinho e atenção acabam por manter relacionamentos onde são dependentes ao extremo, geralmente começam as relações sendo atenciosas e depois passam a serem obsessivas, acarretando inúmeros problemas na vida do casal. É comum que essas mulheres fiquem atraídas por pessoas, que também apresentem um grande grau de carência, ou pessoas viciadas, pois gostam de cuidar do outro e acham que desta maneira irá conquistar o amor do outro. Como passaram a vida toda com falta de amor, acreditam que são mais pacientes em tolerar os pequenos “vícios” do outro. A mulher está mais propensa a idealizar a relação, acreditar que pode mudar o outro e na maioria das vezes a relação acaba por se tornar abusiva, por isso a mulher mente para a família e amigos de como a relação realmente é. O trabalho com mulheres dependentes do amor do outro, é reforçar sua auto-estima, desenvolver seu amor próprio para que não tenha necessidade extrema de outra pessoa para ser feliz. Na psicoterapia identificamos os motivos dessa dependência, para então, começar a reconstruir padrões mais saudáveis de relacionamentos. Rosangela Corrêa CRP: 06/45870 Psicóloga Junguiana e Educadora Sexual *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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