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Morte: Certeza de nossas vidas!
Transtornos e Sintomas

Morte: Certeza de nossas vidas!

Equipe Equilybra Psicologia29/10/2016 2 min de leitura

Este é um tema, que sem sombra de dúvida, nos amedronta muito. Envolve aspectos que diz muito sobre nossas fragilidades e, acima de tudo, ressalta a nossa falta de conhecimento de

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Este é um tema, que sem sombra de dúvida, nos amedronta muito. Envolve aspectos que diz muito sobre nossas fragilidades e, acima de tudo, ressalta a nossa falta de conhecimento de como lidar com o fim da existência; além de intensificar nosso sentimento de insegurança frente ao desconhecido.

Por ser tão desconhecida, e não sabermos se é o fim, a morte passa a ser um assunto complexo e que gera curiosidade. Sabemos que alguém está morto, mas não sabemos o que é morrer. Quando evitamos falar sobre o tema corremos o risco de banalizar ou então não saber como lidar com os sentimentos que vêm acompanhados desta realidade.

A vivência da morte traz consigo, além de todo mistério, a experiência de viver sentimentos de tristeza, abandono, pesar, sofrimento, momentos de introspecção, solidão e uma dor única e singular da qual geralmente não estamos preparados para enfrentar.

A perda de alguém por morte envolve viver a tristeza da ausência e a constatação que parte da sua história chegou ao fim e novo capítulo deverá ser iniciado. Implica em redefinir papéis e adaptar-se a uma nova realidade.

Podemos e devemos ficar tristes, zangados, chateados e outras coisas mais. Tudo isso faz parte do processo de entender o que aconteceu, levando a elaboração desta perda. Não há um tempo determinado para a duração de todos estes sentimentos, sendo que cada um de nós irá vivencia-los de acordo com sua história pessoal e grau de envolvimento afetivo com a pessoa que partiu.

Cada um reage a sua maneira frente à morte. Algumas pessoas preferem ver fotos e vídeos, falar a respeito com amigos e familiares ou lembrar-se da pessoa querida de tantas outras maneiras, e outras simplesmente preferem o silêncio. Não há receita para entendermos a perda e nem certeza de que e isto acontecerá; porém, devemos respeitar a dor, o tempo e o momento de cada um, compreender que não será possível reaver aquele que foi perdido.

O processo de entendimento da morte é um dos maiores desafios para o equilíbrio emocional da pessoa que esta passando por este momento. Requer ajustamentos no modo de perceber o mundo e de se fazer planos para continuar a viver nele. Viver o luto é fundamental, porque auxilia a pessoa no processo de reorganização intelectual, emocional e até mesmo social.

A procura pela terapia deverá acontecer quando aquele que sofreu a perda sentir que não esta encontrando entre as pessoas a sua volta espaço para falar, sentir e expressar suas dores, angústias e saudades.

“A dor é suportável quando conseguimos acreditar que ela terá um fim e não quando fingimos que ela não existe. ” (Allá Bozarth Campbell)

Claudineia Sartori CRP 06/ 54651

Psicóloga Clínica Especialista em Psicologia Hospitalar e Psicossomática

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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