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Falando sobre timidez e tratamento
Transtornos e Sintomas

Falando sobre timidez e tratamento

Equipe Equilybra Psicologia30/01/2017 4 min de leitura

A timidez pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos pessoais e profissionais de quem a sofre, e

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A timidez pode ser definida como o desconforto e a inibição em situações de interação pessoal que interferem na realização dos objetivos pessoais e profissionais de quem a sofre, em situações de confronto com autoridade, interação com algumas pessoas, contato com estranhos e ao falar diante de grupos e até mesmo em ambiente familiar, comprometendo a qualidade de vida de forma significativa nas realizações pessoais, ocasionando perdas de oportunidades pois a timidez funciona como um mecanismo de defesa que permite à pessoa avaliar situações novas através de atitudes extremamente cautelosas e buscar a resposta adequada para a situação. Em alguns momentos, afetados por uma timidez moderada, funciona como uma espécie de regulador social ou inibidor dos excessos.

Sua origem pode estar vinculada às primeiras vivências interpessoais; problemas na primeira infância podem selecionar algumas das principais características de uma pessoa tímida como: retraimento, insegurança e despersonalização. Geralmente consiste num estado emocional hipervigilante e de intensa ansiedade, condicionado a certas ocasiões sociais que representem ao indivíduo risco de exposição a uma ameaça real ou imaginária.  Algumas hipóteses como fatores genéticos hereditários, pais extremamente autoritários ou omissos; além da perda de referenciais por conta de papéis mal definidos na dinâmica do núcleo familiar, abandono, bullying, falta de afeto adequado e um excesso de cobranças podem estar entre as causas. No entanto não há uma causa específica definida.

O pensamento de uma pessoa tímida averiguado na terapia cognitiva comportamental como: crenças nucleares de desvalor são muito recorrentes à timidez. Essas crenças podem gerar os mais diversos pensamentos disfuncionais como: ‘não sou bom suficiente’, “Me acho feio (a) e incapaz’, ‘Todos vão estar me olhando, logo vou falhar e ser punido (a)’ (sic). Grande parte dessas crenças centrais podem ser reforçadas nas primeiras relações interpessoais no núcleo familiar, escolar, social e podem ser diretamente responsáveis pelo afeto negativo associado à timidez, em alguns casos.

Os sintomas da timidez são caracterizados na maioria das vezes a uma sensação de sofrimento antecipado que pode gerar somatizações como sudorese, taquicardia, tremores, boca ressecada, dores estomacais entre outros; que podem surgir a partir do

momento que o indivíduo visualiza certas situações que envolvam um risco de exposição social.

Segundo estudos existem 3 tipos de timidez:

– Timidez situacional: a inibição se manifesta em ocasiões especificas e portanto o prejuízo é localizado (por exemplo, a pessoa interage bem com autoridade e pessoa de sexo oposto, mas sente vergonha de falar em publico). 

– Timidez crônica onde a inibição se manifesta em todas formas de convívio social. A pessoa não consegue fazer amigos e falar com estranhos etc.

– Timidez “proposital” um termo que designa a misantropia, neste caso a timidez mais radical, pois um tímido “legítimo” tem vergonha de si mesmo, um misantropo tem vergonha da sociedade e por isso não se socializa, ele não teme o relacionamento social, simplesmente prefere estar só, sentindo-se mais confortável com suas ideias do que com outras pessoas. Seria chamado de introvertido se tornando vulnerável a transtorno de ansiedade. O indivíduo desenvolve algum prejuízo social por não saber lidar bem com sua ansiedade. Isto pode resultar em poucas amizades, isolamento afetivo e intelectual, problemas financeiros e de saúde, pois em casos extremos pode se sentir resignado até mesmo para pedir ajuda. Com isso o problema pode se agravar a ponto do indivíduo desenvolver comportamentos de evitação a locais sociais que demandem sua presença, optando por não sair mais de casa.

O tratamento através da terapia cognitiva comportamental é atualmente a mais indicada. Este tipo de terapia parte do pressuposto que em determinadas situações, certas crenças arraigadas como de desvalor (não sou bom suficiente), desamor (ninguém me ama) e desprezo (sou sempre preterido pelos outros), possam estimular pensamentos automáticos que não condizem com uma ameaça real, gerando emoções negativas e comportamentos disfuncionais, mal adaptados. Como isso pode ser mudado com a terapia? A disfuncional idade comportamental atrelada à timidez está condicionada a uma série de manifestações somáticas, comportamentais e cognitivas; a mudança está atrelada a flexibilização desses padrões apriorísticos de interpretação da realidade. O paciente com a ajuda da terapia, aprende que um dos maiores sabotadores pode ser a sua forma de rígida de imaginar e qualificar a realidade com pensamentos, crenças e emoções negativas. A mudança passa pela desconstrução de velhos hábitos cognitivos e habilidades sociais disfuncionais, estimulando a introjeção de um novo repertório de crenças, pensamentos e emoções mais adaptados e assertivos, os quais possam pavimentar uma melhor convivência social, afetiva e profissional.

Psicóloga: Isis Alessandra Ciasca de Carvalho CRP: 06/119621
Psicóloga Cognitivo Comportamental

 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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