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Com Licença, Estou de Luto
Atualidades

Com Licença, Estou de Luto

Equipe Equilybra Psicologia23/07/2015 3 min de leitura

“ Não sei por que você se foi, quantas saudades eu senti, e de tristezas eu vou viver e aquele adeus não pude dar….e  eu gostava tanto de você…” Pego emprestada esta música para re




“ Não sei por que você se foi, quantas saudades eu senti, e de tristezas eu vou viver e aquele adeus não pude dar….e  eu gostava tanto de você…”

 
Pego emprestada esta música para refletir sobre o tema luto. O que é isto que nos causa tanta estranheza? Por que é tão difícil falar sobre? E pior, por que passar por isto?
O luto se refere aos sentimentos, sensações, reações e ações frente a uma perda significativa e como cada um irá lidar com esta nova realidade. Este luto pode estar relacionado as perdas simbólicas ou referentes a morte. Neste momento meu enfoque será a vivência do luto frente a morte de um familiar, amigo, um ente querido ou mesmo um animal de estimação.
A morte em nossa cultura é um tema pouco falado e nada bem visto. A palavra nos reporta a algo que é um mistério sem respostas assertivas ou conclusivas, assim o desconhecido nos assusta. Não há como domina-lo, logo não entro em contato e, sem dúvida em algum momento chegará até nós.
Ao passar pelo luto cada um irá senti-lo segundo suas características pessoais, quanto maior o vínculo e apego mais difícil entender e elaborar, porém este processo é de extrema importância porque vivenciar estas emoções e sentimentos pode nos levar a uma melhor aceitação.
“Eu corro, fujo desta sombra, em sonho
 vejo este passado, e na parede do meu
 quarto ainda esta o seu retrato. Não
 quero ver para não lembrar, pensei até
 em me mudar, lugar que não exista
 o pensamento em você.”
 

Klubler-Ross fala sobre as fases pelas quais a pessoa enlutada possa vir a passar, não havendo uma sequência linear. Em um primeiro momento a pessoa nega que a perda aconteceu, não pode estar acontecendo comigo. Na fase do sentimento de raiva ela se revolta com tudo e com todos não se conforma pelo que esta sentindo. Em seguida passa pela fase da barganha onde começa a negociar consigo e com sua crença as formas para aliviar esta dor (Se esta dor passar,  prometo me dedicar mais a minha família, estudo, ou amigos, etc). Podendo caminhar para o momento onde ocorre a depressão. A pessoa muda para seu mundo interior se isolando, e percebe pouco prazer e sentido nas coisas ao seu redor. Ao vivenciar todas estas fases começa a entrar no período de aceitação conseguindo enxergar a realidade como ela é. Sim esta é a nova realidade.

“Você marcou na minha vida
viveu, morreu na minha história.
Chego a ter medo do futuro e da solidão quem minha porta bate.”
 
Durante este período é importante respeitar o momento e a dor de cada um, porque é única. É a hora de compreender e acolher, assim aos poucos se fortalecer e enfim acomodar melhor em seu coração, a dor não irá embora, mas ficará mais suportável.
Porém, quando é percebido que a pessoa enlutada apresenta dificuldade em retomar a sua rotina, desempenhar novos papéis familiares, entre outros sinais, é o momento de procurar ajuda de um psicólogo, este irá auxiliar no processo de assimilação, acomodação e enfrentamento frente aos sentimentos que estão impedindo que a dor seja ressignificada.
 
“E eu gostava tanto de você…. gostava tanto de você…..”
 
         Texto: Claudineia Sartori- Psicóloga clínica e hospitalar
 
Referência Bibliografica:
Elisabeth Kubler-Ross- Sobre a morte e o morrer
Letra da música Gostava tanto de você, composição Edson Trindade
www.culturart.co.uk/historia-da-musica-gostava-tanto-de-você
acesso 23/10/2014
 
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.




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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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