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Uma nova geração: Pais perdidos, filhos sem direção
Pais e Filhos

Uma nova geração: Pais perdidos, filhos sem direção

Equipe Equilybra Psicologia05/10/2017 3 min de leitura

Atualmente as crianças estão começando a fazer psicoterapia cada dia mais cedo. As queixas são diversas: desde dificuldades na escola ou de comportamento até ansiedade ou depressão

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Atualmente as crianças estão começando a fazer psicoterapia cada dia mais cedo. As queixas são diversas: desde dificuldades na escola ou de comportamento até ansiedade ou depressão. Nossas crianças estão sem rumo, na grande maioria, por reflexos do meio em que vivem e principalmente por conta dos pais, que por sua vez estão perdendo o referencial de como educar. Talvez pela correria do dia a dia ou pelo simples desejo de não deixar que os filhos sofram o que eles sofreram no passado, assim muitas vezes são permissivos demais, outras vezes são ferozes.

Temos uma geração que não tem noção de limites, crianças que se acham merecedoras de tudo, não precisando se esforçar para conseguir algo, fazendo com que não saibam agir em situações adversas. Não cabe culpar os pais totalmente, pois muitos não estão errando propositalmente, erraram sem saber, tentando acertar e corrigir a própria história através dos filhos. No entanto, não percebem que estão na mesma posição de quando eram crianças, sendo mandados e submissos, não aos pais, mas aos próprios filhos. Pais trabalham não apenas para sustentar crianças, mas também para sustentar adolescentes, adultos e até os netos.

Por conta disso, a função de educar fica com a sociedade que por sua vez não consegue dar conta de lidar com a necessidade individual de cada sujeito, ao contrário, a mesma exige cada vez mais indivíduos com alto nível intelectual, físico e emocional.

Em contrapartida, não queremos que as nossas crianças sofram. E assim, crianças estão cada vez mais ansiosas ou deprimidas. Esse contexto, também estamos formando futuros adultos imaturos, egocêntricos e mal-educados, que não sabem ouvir “não”, porque não foram ensinados a lidar com frustrações ou situações negativas.

Essa geração exige dos pais mais esforço, e para isso temos que ter habilidades. Muitos pais não conseguem compreender a necessidade de seus pequenos, e sentem-se culpados, frustrados ou com sentimento de perda de controle, acreditando que não são capazes de criar ou educar seus filhos.

Na psicoterapia infantil busca-se entender as necessidades da criança, bem como identificar o que se passa com ela. Através de um espaço lúdico, ou seja, com brincadeiras, desenhos, jogos e conversas, conseguimos ter acesso ao mundo interno da criança e assim ajuda-la como também aos pais.

Dentro da psicoterapia infantil, conversamos frequentemente com os pais, para auxiliá-los a entender seus filhos e direcionar seu caminho, buscando compreender suas angústias e anseios que surgem no complexo papel de ser pai ou mãe.

O papel do psicólogo é acolher esses pais e essas crianças, facilitar a comunicação entre eles, compreendendo o limite e o papel de cada um, mostrando que o responsável por essa relação é o adulto e que a criança tem sua individualidade e precisa ser direcionada, para aprender a lidar com o outro, com a sociedade e ter sua própria identidade. Como diz Rubem Alves, “O pai, adulto, segura com firmeza e ternura a mãozinha da criança: a mãozinha do filho é muito pequena, termina no meio da palma da mão do pai. O pai vai conduzindo o filho, indicando o caminho, vai apontando para as coisas, mostrando como elas são interessantes, bonitas, engraçadas. O menino vai sendo apresentado ao mundo.” Tudo isso com muito cuidado e amor.

 

MONIQUE DONATO PEREIRA  – CRP: 06/117101

 

Psicóloga Clínica Infantil e de Casais

 

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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