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Tod : Transtorno opositor desafiador
Pais e Filhos

Tod : Transtorno opositor desafiador

Equipe Equilybra Psicologia06/10/2016 3 min de leitura

TOD : TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR Quando somos pais ou professores ao observar crianças e adolescentes nos meios escolares, familiares e até em suas relações com colegas, nos de

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TOD : TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR

Quando somos pais ou professores ao observar crianças e adolescentes nos meios escolares, familiares e até em suas relações com colegas, nos deparamos muitas vezes com atitudes e comportamentos transgressores como:  não assumirem seus erros ou responsabilidades, agressividade excessiva, enfrentamento e indisposição perante regras, entre outros. Essa rebeldia sem causa pode indicar um transtorno comportamental, conhecido como Transtorno Opositor Desafiante (TOD).

Por melhor que seja a educação de uma criança, é praticamente impossível evitar as fases da rebeldia. Por natureza as crianças são curiosas, desafiadoras, questionam os pais a respeito de diversos assuntos e podem ficar irritadas quando não atendidas ou não conseguem o que querem.

 É preciso prestar atenção pois quando certos comportamentos ultrapassam os limites do natural esperado, pode ser indício do transtorno. Comportamentos frequentes de hostilidade, reagir de forma agressiva quando não conseguem obter o que desejam, apresentar resistência em aceitar regras, incomodar as pessoas, argumentar e se rebelar com os adultos, não reconhecer a responsabilidade pelo mau comportamento.

 A idade é outro fator importante, pois segundo a literatura médica, o TOD costuma aparecer ates dos 10 anos de idade, mais normalmente na idade pré-escolar.

Como definição o transtorno opositor desafiador (TOD) é uma condição que leva a comportamentos altamente restritivos socialmente por gerar crianças e adolescentes com acessos de raiva exagerados, sentimento de vingança intensa, maus tratos a animais, dificuldade em seguir regras e conselhos de outras pessoas, especialmente pais e autoridade.

A presença de indivíduos com TOD em fase escolar pode levar a muitas intercorrências dentro da instituição e desarranjos intensos no relacionamento aluno-professor, costumam ser discriminadas, perdem oportunidades e desfazem círculos de amizades, por serem retiradas de eventos e de programação escolar. Na família, o menor causará desunião, sensação de desprezo pelos demais, má adaptação aos conselhos e pouco engajamento para atividades de interesse coletivo. Os pais evitam sair ou passear com elas e muitas vezes as deixam com parentes ou em casa, causando isolamento social e sofrimento para criança e seus familiares

 

O transtorno opositor desafiante pode ser confundido com outros transtornos comum em crianças e adolescente, como por exemplo o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA). Embora sejam condições distintas, apresentam uma importante comorbidade. Muitos pacientes com TDHA, também tem TOD, sendo TDHA um fator de risco para o desenvolvimento do TOD.

Atualmente não existe uma causa conhecida sobre a etiologia do TOD. Estudos analisaram alguns fatores que podem ser levados em consideração, já que o transtorno é multifatorial: crianças impulsivas, irritadas e desatentas por exemplo, apresentam maior risco. Perda de um dos pais, ambiente familiar conflituoso, abandono ou nascimento de irmão, maus tratos ou abusos. Esses fatores por si só não diagnosticam o transtorno. É preciso se basear em uma série de critérios através de uma avaliação psicológica e psiquiátrica para diferenciar esses comportamentos dos que podem até parecer normais em algumas fases do desenvolvimento de uma criança, de um transtorno psiquiátrico.

 Tendo um diagnóstico preciso de TOD, o tratamento geralmente se faz com intervenção medicamentosa indicada por psiquiatra somado a psicoterapia.

A psicoterapia irá auxiliar na minimização ou nas mudanças de comportamentos, a criação de novos hábitos, melhora das capacidades de enfrentamento, motivação sustentada, autoestima, autonomia e orientação a família.

A Psicoterapia Cognitiva Comportamental é muito indicada nesses casos, pois contribui na elaboração de estratégias comportamentais adaptativas como: organização, planejamento, resolução de problemas, manejo do tempo, da motivação, também manejo da tendência ao adiamento, controle das distrações e dos impulsos.

Psicóloga: Isis Alessandra Ciasca de Carvalho CRP: 06/119621
Psicóloga Cognitivo Comportamental

 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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