
Pai-drasto
Popularmente é comum nos comover com toda a dificuldade que um filho enfrenta ao ter que lidar com a ausência de um pai e ainda por cima ter que receber alguém eleito por sua mãe p
Popularmente é comum nos comover com toda a dificuldade que um filho enfrenta ao ter que lidar com a ausência de um pai e ainda por cima ter que receber alguém eleito por sua mãe para ser um substituto, um padrasto, alguém que tomará o lugar do pai dele. Preencher a lacuna deixada pela ausência da figura paterna em um filho não é das tarefas mais fáceis, por mais que se tenha paciência e boa vontade, suprir e corresponder as fantasias dos filhos em relação ao pai é um trabalho complexo e duradouro. Será preciso lidar com todos os complexos e dificuldades que esta relação não vivenciada proporciona na vida de um filho, e ainda a concorrência fantasiosa deixada por essa lacuna, e ao mesmo tempo sentir toda a projeção negativa, por o padrasto ser eleito a pessoa que vai substituir a figura paterna na vida desse filho. Ouvir coisas como: “ah se meu pai estivesse aqui” ou “ você não manda em mim, você não é meu pai” poderão ser normais no inicio dessa relação, mas é essencial ter a consciência que são questões do enteado(a) que devem ser elaboradas com o tempo por mais que seja difícil para o padrasto pensar que está fazendo o melhor de si e não está se sentindo recompensado por isso, ou, ao contrário, está sendo atacado o tempo todo, o sucesso nessa relação depende de paciência. Entretanto, a relação padrasto enteado, pode ser pautada de muita carência afetiva, já que com a falta do pai, o filho(a) pode colocar o padrasto como substituto imediato e criar muitas expectativas nessa relação. Saber que cada um tem seu universo interno completo de experiências já vividas, sentimentos, expectativas que não dizem respeito a você, mas, ao papel que você está representando é de grande ajuda para o sucesso dessa relação. A empreitada de substituir um pai, também pode ser bem difícil e, através dessa experiência, pode trazer ao padrasto diversos conflitos emocionais latentes que também devem ser trabalhados para que essa relação seja saudável e ambos possam se respeitar e acima de tudo, desenvolver um vínculo afetivo que será de suma importância para os dois lados. Samir Mourad Psicólogo Clínico CRP: 06/88835 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .



