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O pai cuida, mas a mãe ainda sou eu!
Pais e Filhos

O pai cuida, mas a mãe ainda sou eu!

Equipe Equilybra Psicologia08/05/2017 3 min de leitura

Não existe uma receita pronta para ser Mãe. Quando nasce uma mãe ela recebe uma explosão de sentimentos jamais imaginadas na sua vida e esses sentimentos se estenderão por toda a s

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              Não existe uma receita pronta para ser Mãe. Quando nasce uma mãe ela recebe uma explosão de sentimentos jamais imaginadas na sua vida e esses sentimentos se estenderão por toda a sua existência.

              Ainda que a nossa cultura acredite e espere que seja dever da mãe cuidar dos filhos, podemos considerar que existem outras opções.

            Os filhos irem morar com o pai e este se encarregar dos cuidados diários como dar banho, levar pro colégio, ajudar nos deveres de casa, arrumar o jantar, colocar pra dormir entre tantas e tantas tarefas que na maioria das vezes são destinadas a mãe, poderia ser uma das opções.

            Muitos se assustam com a idéia de uma mãe concordar e porque não dizer, preferir que os seus filhos morem com o pai, não é fácil tomar uma decisão dessas, eu diria que é preciso muita coragem e determinação dessa Mãe.

            Precisamos entender que as crianças foram sim morar com o pai que é tão responsável quanto a Mãe, e isso não significa que sua mãe sumiu ou as abandonou ou as largou, ela apenas mudou um costume, e poderá continuar exercendo seu papel de Mãe, como qualquer outra.

            Os motivos que podem levá-la a esta decisão são os mais diversos possíveis, como por exemplo, a busca de novas oportunidades profissionais, outro relacionamento afetivo, a situação financeira, não importa quais os valores ou critérios que ela utilizou, pois quaisquer que sejam os motivos, todos foram importantes para que a Mãe chegasse a tal decisão. Ela é passível de falhas, e só está tentando acertar..

                        Acredite ou não este não é um momento nada fácil pra elas, onde poderá sentir um enorme vazio se abrir por dentro, experimentando uma mistura de dor, medo, angústia, saudade, culpa, dúvidas e incertezas sendo bombardeadas constantemente pelos seus próprios questionamentos.

             Como se não bastasse ainda vai precisar lidar com as críticas externas que aparecem como verdadeiras avalanches desanimadoras.

            Nem sempre é fácil fazer isso sozinha, ela vai precisar de ajuda sendo da família, dos amigos e, algumas vezes, um acompanhamento psicológico poderia ser indicado, pois o bem-estar de todos está ligado à superação de seus conflitos. É importante compreender que mesmo afastada das crianças, ela pode e deve reforçar os vínculos de afeto. Isso fará com que tanto ela como seus filhos, sintam-se seguros e acolhidos. Tanto a mãe quanto o pai são importantes na vida das crianças.

            A mãe tem uma grande capacidade de dar segurança emocional aos filhos, mas o pai também pode ser uma ótima opção.

            Parabéns para todas as mães que compartilham e concordam que seus filhos sejam criados pelos pais. Seus sentimentos, suas ações, derrotas e vitórias irão te acompanhar por toda a vida, e algum dia você vai verdadeiramente se dar conta do quanto você foi forte.


Maria Goreth Sousa Oliveira
 CRP-SP-124210

 Psicóloga Cognitivo Comportamental

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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