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Bullying: Pode começar em casa, sabia??!!
Atualidades

Bullying: Pode começar em casa, sabia??!!

Equipe Equilybra Psicologia07/10/2015 4 min de leitura

Este artigo não tem a pretensão de esgotar o conceito de bullying e seus efeitos, assunto este já amplamente abordado e difundido, principalmente nos meios escolares. O objetivo aq

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Este artigo não tem a pretensão de esgotar o conceito de bullying e seus efeitos, assunto este já amplamente abordado e difundido, principalmente nos meios escolares. O objetivo aqui é possibilitar outro olhar para este fenômeno, agora do ponto de vista familiar, ou seja, como os pais trabalham as relações do “certo” e “errado” com suas crianças, com seus filhos. Para efeito de introdução, o bullying, não é um fenômeno novo dentro das escolas. Todos nós sabemos disso. Quando crianças presenciamos ou fomos vítimas dessa ação, não é verdade? Os alvos/autores são aqueles alunos que, além de sofrerem agressões, também apresentam um comportamento agressor e provocador. Os espectadores são aqueles que não participam de forma direta das agressões, mas sofrem as consequências das mesmas por presenciarem situações vividas por colegas na escola. O bullying só tomou forma e ganhou nome específico a partir dos anos 80, quando o estudioso norueguês Olweus (1993) definiu os atos agressivos, antissociais e repetitivos que ocorrem entre estudantes no contexto escolar. Ele pode ser dividido  em diretos e físicos, que inclui agressões físicas, roubar ou estragar objetos dos colegas, extorsão de dinheiro, forçar comportamentos sexuais, obrigar a realização de atividades servis, ou a ameaça desses itens; diretos e verbais, que incluem insultar, apelidar, “tirar sarro”, fazer comentários racistas ou que digam respeito a qualquer diferença no outro; e indiretos que incluem a exclusão sistemática de uma pessoa, realização de fofocas e boatos, ameaçar de exclusão do grupo com o objetivo de obter algum favorecimento, ou, de forma geral, manipular a vida social do colega O bullying não é só um problema da escola, mas de toda sociedade, visto ser um fenômeno que gera problemas a longo prazo, causando graves danos ao psiquismo e interferindo negativamente no desenvolvimento cognitivo, emocional e sócio-educacional das pessoas envolvidas. Dessa forma, qualquer tipo de intervenção ao bullying deve levar em consideração as dimensões sociais, educacionais, familiares e individuais, partindo do pressuposto de que elas vão se diferenciar dependendo do contexto em que estão inseridas. Então, vamos problematizar a questão. O lema das famílias, dos pais é o “educar para a paz”. Contudo, as influências familiares, de colegas, da escola e da comunidade, muitas vezes as relações de desigualdade e de poder, a relação negativa com os pais e o clima emocional frio em casa parecem considerados naturais e apartados das contradições que surgem quando a criança chega aos locais sociais, como a escola. Observa-se muitas vezes comportamentos inadequados, de subjugações entre irmãos e pais e não há intervenções em como lidar com tais eventos. Por que não refletir sobre o comportamento juntos? Consequentemente, o que ocorre é a prescrição do bom comportamento e da boa conduta moral via imperativos de como se deve ou não agir frente àquele que parece diferente, via o velho ditado popular segundo o qual não se deve fazer com os outros o que não se quer que seja feito para si mesmo, mas somente quando está lá fora. Dentro de casa é necessário apresentar os prós e contras de condutas e as consequências das atitudes que a família rejeita. Orientar os filhos nesta reflexão vai permitir que enfrentem fortalecidos as situações adversas lá de fora e saberão se defender. Se em casa não há essa possibilidade de reflexão, por exemplo, a irmã vai se defender do irmão que a empurrou e se ela revida, as famílias entendem o erro pelo erro. A filha não deveria empurrar o irmão porque ele é menor ou vice-versa e não se leva em conta que ele também empurrou. Daí o momento de intervir: essa ação não é certa para ambos os filhos e, portanto os pais devem buscar meios de encontrar a correção apropriada (de acordo com seus princípios) para tal situação. O que não é válido é cercear a compreensão e a capacidade de autonomia, iniciativa dos filhos de que eles devem ser responsabilizados pelos atos que cometem seja de quem praticou seja de quem recebeu a ação. Finalizando com uma análise radical dessa real situação, a sociedade impõe aos homens, aos pais, um modelo de ser e agir dizendo que a reflexão é desnecessária e improdutiva, ou seja, o ir à mesma direção dos imperativos culturais (isso pode, isso não pode lá fora) reforça uma educação na forma de adestramento de que o referencial dos valores estão no social, fora de casa e não no contrário de que é preciso começar em casa onde pode se possibilitar o desenvolvimento da autonomia, a ampliação da independência intelectual e pessoal sem limitar o pensamento, pois os pequeninos detalhes quando não observados podem ser permissivos a formação de um indivíduo que pratica o bullying ou aquele que pode vir a sofrer o bullying.   Adriana Soares Moraes Psicóloga Clínica e Escolar. Orientadora Vocacional CRP: 06/69625 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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