
Até que ponto o pai pode ajudar seu filho dependente químico.
Na estrutura familiar o objetivo da função paterna é estabelecer a lei. A figura paterna determina os limites necessários para seu filho. Mesmo que a cada dia o pai venha perdendo
Na estrutura familiar o objetivo da função paterna é estabelecer a lei. A figura paterna determina os limites necessários para seu filho. Mesmo que a cada dia o pai venha perdendo esse poder, não conseguindo desempenhar sua função de uma forma eficaz, devido a diversos fatores como trabalho, relações interpessoais, dificultando um tempo de qualidade com o filho e assim surge um declínio da função paterna.
A intenção de um pai pode ser sempre a melhor possível, criando filhos com poder de escolha. Mas deve colocar limites e essencial para um desenvolvimento saudável da criança. Um filho sem limites pode torna-se vítima das drogas, da delinquência entre outros. A educação permissiva e tolerante em excesso favorece com que os filhos não tenham compromissos, responsabilidades e principalmente contribuem para uma estrutura frágil a tolerância as frustrações.
Quando um filho se torna dependente químico acaba comprometendo não só a si próprio como os seu familiares, mesmo que a família seja bem constituída, isso não impede que o filho experimente drogas.
A dependência química é uma doença crônica e multifatorial, onde diversos aspectos podem contribuir para seu desenvolvimento:genético, psicossocial, ambiental. Algum fator estressante também pode ser desencadeador ao uso de drogas.
A ajuda e o tratamento dependem de cada pessoa ressaltando suas características pessoais, padrão de uso, verificação dos problemas de ordem emocional, física ou interpessoal decorrente ao uso.
A impotência perante a doença da dependência química dos filhos, costumando esconder os fatos de amigos e até mesmo de familiares constituem numa vergonha para todos, imaginando que está ajudando mas só está adiando possíveis pedidos de ajuda e tratamento.
Quando um pai descobre que um filho(a) é dependente químico, sentimentos como tristeza, angústia, raiva, depressão, frustração, pânico, culpa, ansiedade, impotência aparecem. Nesse momento faz-se necessário uma orientação profissional para entender e reorganizar todo esse turbilhão de sentimentos.
Ser pai é um sentimento que não se explica, um amor incondicional, um ato de amar com todos os defeitos e qualidades e acima de tudo lutar por um futuro melhor para seu filho. Restabelecer o equilíbrio emocional através do reconhecimento e entendimento da doença de seu filho é a forma mais eficaz de ajudá-lo e principalmente de não adoecer também.
A psicoterapia ajuda de forma efetiva esse pai e toda a família a expressarem seus sentimentos e emoções livremente de culpa e julgamentos.
Contribui tambem para o entendimento dessa doença que é a drogadição e todas as suas fases e nuances.
Estabelecer limites não é fácil quando não se quer ferir os sentimentos do próprio filho por considerar que está agravando no processo de recuperação na luta contra drogas, mas é de extrema importância não ceder as vontades e chantagens do filho e torná-lo responsável por sua recuperação.
Isis Alessandra Ciasca – Psicóloga Cognitivo Comportamental
CRP: 06/119621
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .








