
Doentes de Amor
É só o amor! É só o amor Que conhece o que é verdade O amor é bom, não quer o mal Não sente inveja ou se envaidece! Todo ser humano espera um dia em algum lugar encontrar o amor, v
É só o amor! É só o amor Que conhece o que é verdade O amor é bom, não quer o mal Não sente inveja ou se envaidece! Todo ser humano espera um dia em algum lugar encontrar o amor, viver o amor e morrer com a experiência de ter se sentido amado. O amor aparece nas mais diversas áreas do pensamento humano, da poesia à imagem funcional cerebral, da mitologia à patologia, da razão para o prazer à motivação para o crime. Não se pode viver sem acreditar no amor e isso não significa que você não se decepcionará com ele algumas vezes. Esta é uma busca constante que nos levou a exigir provas da sua existência, mas infelizmente buscamos em outras pessoas o que deveríamos começar a buscar em nós mesmos. O amor não é uma emoção, mas um instinto instalado no cérebro ao longo da evolução da espécie humana. E, no passar dos séculos, vem sendo moldado e construído por interferências sociais, culturais e religiosas. Sabemos que existem vários tipos de amor…, entre eles o amor doentio ou o amor patológico, onde ainda hoje não é muito reconhecida pelo portador nem pelos familiares, sedo considerada apenas como se fosse uma característica do indivíduo de ser possessivo ou de ser dependente. A dor emocional é para psique o que a dor física é para o corpo; um sinal de que algo está doente ou maltratado. Os sintomas são semelhantes ao da dependência química e da abstinência. O excesso de cuidados com o objeto amado, ciúme excessivo, medo de abandono, dependência do relacionamento. Existe uma insegurança de se o parceiro realmente o ama ou virá a amá-lo. Consiste em um circuito de desamor que as aprisionam. É despendido muito tempo para controlar as atividades do parceiro, a maior parte da energia e do tempo do indivíduo são gastos com atitudes e pensamentos para manter o parceiro sob controle. Assim, a dependência leva algumas pessoas a ficarem posicionadas num lugar propício à violência emocional que pode terminar em doença, loucura ou morte. Há um grau de dependência doentia em que acreditam não serem nada sem o outro, em que essa outra pessoa é tão imprescindível para a sua sobrevivência quanto um respirador artificial quando falta o oxigênio. Os comportamentos aprendidos na infância se repetem, geralmente são pessoas que tiveram relacionamentos não saudáveis e distantes com os pais ou cuidadores, carentes de afeto e cuidados. Nenhum tipo de dependência seja para com outra pessoa, uma substância ou comportamento é imoral, mas simplesmente amoral, assim como qualquer outra doença. Portanto, a co-dependência afetiva também precisa de tratamento. A psicoterapia ajuda o paciente no reconhecimento, entendimento e na busca de formas mais saudáveis de se relacionar. Existem, e sempre existirão, pessoas que sofrem por não ter reciprocidade no amor. Mas neste caso não cabe uma abordagem psicopatológica. Trata-se de uma das muitas frustrações da vida humana normal. Talvez a única certeza que podemos ter em relação ao amor é que sobre ele parece não termos nenhum controle. Maria Goreth Sousa Oliveira. CRP-SP – 124210 Psicóloga Cognitivo Comportamental *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

