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Como se relacionar com a morte na atualidade
Relacionamentos

Como se relacionar com a morte na atualidade

Equipe Equilybra Psicologia24/10/2018 2 min de leitura

O homem produtivo dos nossos dias, preso às facilidades do dinheiro e do conforto da vida material, finge que a morte não existe e foge do contato com a morte do outro. Ao ser surp


O homem produtivo dos nossos dias, preso às facilidades do dinheiro e do conforto da vida material, finge que a morte não existe e foge do contato com a morte do outro. Ao ser surpreendido pela presença da própria morte descobre perplexo, que não se preparou para enfrentá-la.

Nos nossos dias, a morte foi interditada nas conversas e na vida social. Nos hospitais, nem o médico nem a família conta ao doente que ele vai morrer. O doente intui a proximidade da morte, finge não perceber para evitar o contato com a dor da perda da vida e o sofrimento da família, que, por sua vez, esconde a própria dor e faz de conta que está tudo bem, para que o doente não sofra.

Atualmente, o luto restringe-se à permanência de alguns dias em casa. Ao retornar às suas atividades os que estão próximos à pessoa enlutada evitam falar sobre a morte, um tema que lhes é incomodo, não dando a quem sofre a oportunidade de chorar ou expressar o seu sofrimento. É preciso tocar a vida como se nada tivesse acontecido. A dor é recalcada.

Uma proposta mais moderna entre os profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e psicólogos, vem sendo a de resgatar a dignidade da morte ao invés de negá-la. Acolher a dor do paciente terminal em relação à própria doença, aplacar seus temores, ajudá-lo no planejamento para o pós-morte e/ou outros temas de seu interesse.

Cabe ainda ao Psicólogo acolher a família enlutada através da escuta, deixar que falem sobre a perda e reelaborarem a rotina de suas vidas sem a presença do familiar querido. Como proposta de discussão, educacional e espiritual, para a aceitação de morte a contribuição da família é falar do assunto com os filhos, desde a infância.

 

CÉLIA CERQUEIRA CRP 06/143823

Psicóloga Clínica na Abordagem Fenomenológica – Psicanalítica

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .

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