
Casamento: Quando a atração acaba.
Hoje em dia é muito comum ouvir em consultório que o casal já não tem mais atração sexual um pelo outro. Nossos dias estão cada vez mais agitados, o casamento acaba sobrecarregado
Hoje em dia é muito comum ouvir em consultório que o casal já não tem mais atração sexual um pelo outro. Nossos dias estão cada vez mais agitados, o casamento acaba sobrecarregado de tarefas estressantes e pouco prazerosas; como trabalho, estudo, cuidar da casa, dos filhos, além das preocupações com o futuro incerto, manter financeiramente a família, educar e proteger os filhos.
Com todas essas tribulações o casal acaba caindo na rotina e quando se dão conta, o casamento já esta indo muito mal. E agora? O que fazer?
A idéia é fazer com que possamos enxergar nossas qualidades e desafios. Cada ser é único e cada um possui muitas qualidades que por muitas vezes acabam sendo deixadas de lado e apenas focamos no “pior” ou “no ruim”, e deixamos criar rótulos.
Quando começa o namoro, existe a fase da conquista, do cortejo, de saírem para jantar, cinema, motel e ambos se cuidam para encontrar a namorada (o), e aos poucos vão se conhecendo, se apaixonando e assim o tempo vai passando e começam a se programar para o noivado e depois a programação para o casamento, (casa, móveis, convites, roupas, festa, convidados, lembrancinhas, igreja etc );lembrando que ambos ainda moram com seus pais ou sozinhos, mas cada um no seu canto.
Ai finalmente vêm o casamento e com ele grandes responsabilidades. Contas de luz, água, telefone,aluguel, condomínio, internet, TV a cabo, despesa do mês, roupas, amigos e diversão. E para que tudo isso ocorra de maneira tranqüila e sem atropelos, precisa-se de um orçamento, e que muitas vezes o casal acaba esquecendo de realizar.
O casamento é muito mais do que uma união voluntária entre duas pessoas: é Amor, Cumplicidade, Afeto, Respeito e Companheirismo.
Vários motivos levam ao fracasso nas relações: distanciamento por falta de tempo ou de interesses em comum, achar que não precisa mais de conquista ou romantismo na relação, deixar de fazer atividades a dois, desinteresse em investir no parceiro (a), deixar de se cuidar, entre outros.
Em relatos, mulheres assumem que dormem com camisetas de candidato político ou camisetas confortáveis e o esposo, dorme de cueca ou shorts velho e acaba se descuidando também, engordam, criam barriga, roncam e fora o dia em que ele (marido) toma a cerveja e acaba dormindo com bafo. Tudo isso ocorre com ambos, e vale lembrar que o casamento é feito de relacionamento entre duas pessoas e que ambos têm necessidades. Sim têm necessidades, ambos gostam de sexo e gostam de se produzir. Vale apena lembrar da época do namoro em que saiam arrumados e pomposos para a caça e elas produzidas e sexys. E o que aconteceu? O que mudou? Quais os sentimentos?
Aconteceu a rotina, o desinteresse, o desafeto. Mudou o comportamento do casal, ambos não se comunicam mais, não falam de seus sentimentos, sim sentimentos. Não falam do que sentem, de como se sentem, do que precisam e como gostariam. “É proibido, nem sei falar disso, nem sei o que sinto!” (relato de pacientes em consultório). Sim, os dois têm sentimentos, o homem demonstra menos, mas eles sentem também.
Ambos não querem fazer a tal da DR (discussão da relação). As mulheres até aceitam com mais facilidade e vivem em busca delas, mas os homens querem soluções mais rápidas, sem envolvimento sentimental, pois eles relatam que as mulheres são sensíveis demais.
Em algumas situações quando o casamento tende a ficar chato e rotineiro já se começa a falar em separação, pois aparentemente é mais simples e mais fácil , mas doloroso para o casal. Temos que entender que vivemos em constantes mudanças e que ambos precisam falar, precisam se ajustar.
Muitos casais vêm a procura de ajuda, pois amam suas esposas e elas amam os maridos, e querem fazer do casamento algo bonito e prazeroso.
Parabenizo aqui, os casais que procuram nossa ajuda para resolverem suas questões, pois sabemos que não é fácil falar de sentimentos nos dias de hoje, e seus sentimentos e pensamentos geram emoções o que, muitas vezes resultam em ações desagradáveis e nem sempre assertivas. Com isso se faz necessário a ajuda de um profissional para que juntos possamos criar alternativas e superar todos estes obstáculos.
CECÍLIA ALVES DE SIQUEIRA – CRP 06/124458
Psicóloga Clínica na Abordagem Cognitivo Comportamental – TCC
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo
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Atendimento presencial no Ipiranga (São Paulo) e online por videochamada para todo o Brasil. Equipe registrada no CRP/SP.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .







