
A diferença entre ser e gostar de
Quem é você? Esta pergunta está ligada à como nos definimos, como nos identificamos. Por isso, quando se fala em identidade de gênero , se fala em ser . Mas ser, quem se é verdadei
Quem é você? Esta pergunta está ligada à como nos definimos, como nos identificamos. Por isso, quando se fala em identidade de gênero, se fala em ser. Mas ser, quem se é verdadeiramente por dentro, e não quem os outros querem que você seja. Há pessoas que não se identificam ao gênero pelo qual foram designadas ao nascer (geralmente, baseado em seus órgãos sexuais e reprodutivos). A sua identidade tem a ver com a maneira como se vê e quer se colocar no mundo, para si e para outros. A pessoa que se identifica com outro gênero que não é o que lhe foi dado, é chamada de transgênera. E a pessoa que se identifica com o gênero que lhe foi dado, é cisgênera. Pra decorar, podemos pensar assim: Transgênera é a pessoa que transpassa o gênero (que lhe foi dado). E precisa ser respeitada de acordo com o gênero que se identifica. Mas há certas diferenças dentro do guarda-chuva da transgeneridade. Pretendo aqui explicar brevemente sobre os mais conhecidos atualmente.
– Transexual: É a pessoa que se sente totalmente pertencente a outro gênero, que não é o que lhe foi designado no nascimento. Quem nasce biologicamente mulher, mas se identifica como um homem, é um Homem Trans (lembrando que a pessoa deve ser chamada pelo gênero que se identifica, caso se identifique como homem, homem trans). Quem nasce biologicamente homem, mas se identifica como um mulher, é uma Mulher Transexual. Para se adequar ao gênero ao qual pertence, a pessoa trans pode passar pela cirurgia de redesignação sexual ou pelo tratamento hormonal, porém, a realidade brasileira é extremamente complicada quanto ao processo e êxito da cirurgia. Então, levando em conta o contexto brasileiro, muitas pessoas trans têm optado (ou outras não têm nem escolha), a não fazerem cirurgia. Isso não significa que a mulher trans é menos mulher, e o homem trans é menos homem. Eles devem ser reconhecidos e respeitados como se identificam. Como mulher ou como homem.
– Travesti: A Travesti, e não, “traveco” (termo extremamente ofensivo) é a pessoa que nasce biologicamente homem, porém, não se identifica como tal. E também, não se identifica como do gênero feminino. Travesti é um gênero por si só. Há quem diga que é o terceiro gênero. As travestis, geralmente, não sentem necessidade em realizarem a cirurgia de redesignação sexual, porém, há as que preferem fazer.
– Não-binárie (Genderqueer): É a pessoa, que independentemente de ter sido designada homem ou mulher ao nascer, não se identifica nem como homem, nem como mulher. A pessoa não binária se sente à vontade em não pertencer a um papel de gênero específico. Quer justamente a liberdade de se expressar da maneira que quiser, como por exemplo, com barba e batom.
*Importante sempre perguntarmos como a pessoa gostaria de ser chamada, se pelo pronome masculino ou feminino. Há pessoas que dirão que tanto faz, mas é importante que isso venha delx. Então, perguntar é respeitoso. O mesmo vale pelo respeito do nome social.
**Importante não ser uma pessoa curiosa a ponto de perguntar sobre a cirurgia. Se a pessoa fez ou não, pensa ou não, só diz respeito a ela.
GOSTAR DE
O gostar tem a ver com amor, paixão, desejo, palpitar do coração, querer estar junto no sentido romântico. O gostar se refere à orientação sexual. O foco está em para onde o seu desejo está voltado.
– Gay: É o homem que sente desejo afetivo e/ou sexual por outro homem.
– Lésbica: É a mulher que sente desejo afetivo e/ou sexual por outra mulher.
– Bissexual: É a mulher ou o homem que sente desejo afetivo e/ou sexual por homens e mulheres.
– Pansexual: É a pessoa que gosta de outras pessoas independentemente de suas identidades de gênero.
– Assexuados: São pessoas que não sentem desejo sexual. Há uma variedade de tipos de assexualidade.
*Perceba que de nada importa se a pessoa de onde se origina o amor ou se pessoa que está sendo amada é cis ou trans. O que realmente importa é que haja amor.
*Problemas do preconceito:
As pessoas podem sofrer diversos tipos de preconceitos apenas por expressarem seu gênero da maneira que se sentem à vontade ou por se relacionarem com quem realmente gostam. Muitas são as violências que pessoas LGBT’s sofrem todos os dias. Por isso, a importância da psicoterapia. Para que tenham, um lugar onde possam ser acolhidas, ouvidas e junto com o psicoterapeuta construírem meios de fortalecimento do Ser. O conselho Federal de Psicologia luta pela despatologização da Identidade Trans e preza pelo atendimento ético a favor do paciente seja ele de qualquer identidade de gênero ou tenha qualquer orientação sexual.
LUIZA DOMINGOS PERES CRP 06/133028
Psicóloga Clínica Comportamental
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.
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Publicado originalmente em blogspot da Equilybra .


