VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E A AJUDA EMOCIONAL NECESSÁRIA

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A lei Maria da Penha completa 10 anos e mesmo com avanços nos quais temos que reconhecer, ainda assim, a cada cinco minutos uma mulher é agredida e 5000 são mortas por ano no Brasil.

Alguns tipos de agressões contra mulheres:

– violência física: ocorre por meio de força física, causando danos internos ou externos no corpo, com algum tipo de arma, instrumentos ou quaisquer objetos que possam causar lesões.

– violência sexual: é toda ação na qual uma pessoa, em situação de poder, obriga uma outra à realização de práticas sexuais, utilizando força física, influência psicológica ou uso de armas ou drogas.

– violência psicológica: dentre todas as violências é a mais grave, onde inclui toda ação ou omissão que causa ou visa a causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. É considerada a mais grave, pois aqui cabe violências que muitas vezes se passa despercebido, como palavras que desmotivem o que o outro tenta conquistar. Palavras que façam a mulher se sentir inferior, ou omissões de palavras de apoio com o intuito de desqualifica-la e humilhá-la. São consideradas violências verbais. Quando essas são atingidas a mulher paralisa não se sentindo capaz de dar um basta na violência que sofre, muito menos sente que têm força para enfrentar o agressor.

São inúmeros os motivos que levam as mulheres a suportar a violência, dentre elas a dependência financeira, medo de perder os filhos e dependência emocional. As mulheres que vem de lares violentos ou mesmo cresceram em um ambiente de dominação x submissão tendem a ter a dependência emocional com o agressor, porque a violência já lhe é familiar.

Outro fator é a certeza de que depois da denúncia a mulher será acolhida pelas autoridades, o que na realidade nem sempre é. O medo da retaliação depois é bem maior do que se ela estivesse sendo agredida em casa. Frases como: “se ainda está com ele é porque gosta de apanhar” ou “talvez ela mereça”, são críticas e julgamentos que pioram ainda mais a autoestima da mulher, dando a ela certeza de que não pode contar com ninguém.

A mulher agredida fisicamente e psicologicamente quase sempre está fragilizada, não lhe dando espaço para pensar nas possibilidades de sair dessa prisão emocional que vive, até porque o agressor nunca lhe dá esse espaço, pois ele sabe que do contrário sua companheira não permitiria tal dominação. O agressor precisa fortalecer a idéia de que sua mulher depende dele e não há outra saída. MAS NA VERDADE HÁ OUTRAS SAÍDAS. SEMPRE HOUVE E ASSIM É. A mulher é capaz de criar possibilidades de se sustentar e sustentar sua família. A mulher é forte o bastante para dizer NÃO e enfrentar o agressor. A mulher é linda o bastante para não suportar mais essas agressões/omissões e ser amada como ela merece. A mulher tem direitos que precisam ser respeitados. Mas a mulher que está sob esse domínio não conquista tudo isso do dia para noite, mesmo sendo qualidades e capacidades que já existam. No que então a psicoterapia poderia ajudar em uma situação tão delicada como essa?

A ajuda psicológica primeiramente irá acolher a mulher que passa por esse tipo de violência, sem críticas e julgamentos, fortalecendo aos poucos a sua identidade, descobrindo qualidades que até então a mulher achava que não tinha. O resgate da autoestima é crucial. A mulher passa então a acreditar mais em si, criando possibilidades de se desenvolver em vários setores de sua vida, principalmente na independência emocional e financeira.

É claro que nada disso é fácil de ser trabalhado, e como dito anteriormente não é resolvido do dia para noite. Tudo o que a mulher precisa saber é que ela não será julgada, e muito menos criticada por suas escolhas que lhe cabem no momento. A única coisa que nós psicólogos precisamos é do primeiro passo que ela possa dar procurando ajuda. Se assim for com certeza estaremos aqui para apoiá-la, respeitando o tempo para o seu fortalecimento.

 

Tânia Maria Lima Maliska Sperati 

CRP 06/79567
Psicóloga Clínica Comportamental

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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