SINAIS NO COMPORTAMENTO INFANTIL QUE PODEM INDICAR ABUSO SEXUAL

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Todos os dias milhares de crianças no Brasil sofrem algum tipo de abuso, seja ele sexual, violência física ou psicológica.

Segundo o VIVA – Vigilância de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde, 77% das violências sexuais ocorrem na faixa etária de 1 a 9 anos, sendo a segunda maior violência característica dessa faixa etária, ficando atrás apenas das notificações de negligência e abandono.

O objetivo desse artigo é ajudar os adultos responsáveis a perceber sinais nas crianças que possam estar sofrendo algum tipo de violência sexual. Perceber um, dois ou mais sinais na criança não necessariamente quer dizer que ela esteja sofrendo abuso sexual, pode sim estar sofrendo outros problemas de cunho emocional e que também devem ser tratados. No entanto deve haver um equilíbrio, um elo de confiança entre o responsável e a criança, para que a mesma possa revelar esse terrível segredo. São inúmeros os motivos que levam a criança a não contar a verdade, dentre elas o abandono, ameaças do pedófilo ou agressor, culpa, mas a principal é medo que não acreditem nela.

 

Os principais sinais no comportamento são:

– Brincadeiras sexualizadas.

– Temas sexuais em desenhos, histórias e jogos.

– Comportamento regressivo (xixi na cama, chupar o dedo, dependência).

– Distúrbios de conduta (agressividade, ataques histéricos).

– Mudanças nos padrões de sono e alimentação.

– Comportamentos perigosos (vulnerabilidade a acidentes).

– Comportamentos autodestrutivos (automutilação e suicídio).

– Promiscuidade (identificados na adolescência).

– Presentes e dinheiro sem explicação ou motivo.

– Vergonha ou inibição de mostrar o corpo ( no banho, na troca de roupa), entre outros.

 

Podem aparecer possíveis sinais físicos, como hematomas, vermelhidão, coceiras, sangramentos dentre outras, porém se a criança estiver no início do aliciamento ainda não será possível percebê-las.

O mais importante é trabalhar a confiança com a criança, deixando sempre claro que o adulto responsável por ele terá abertura e equilíbrio para apoiá-la e acolhê-la, independente do problema. Sempre que houver dúvidas procure um profissional para orientações psicológicas e possíveis avaliações na criança para saber se a mesma está sendo abusada ou não.

O psicodiagnóstico infantil é altamente recomendado para poder identificar o que está acontecendo com o menor e assim, direcioná-lo as intervenções e tratamentos adequados quando necessários.

É importante que os pais tenham consciência e fiquem atentos, pois qualquer comportamento inadequado ou exacerbado que o menor apresente é sinal de que existe um sofrimento psíquico e/ou emocional presentes ali.

 Vamos ajudar nossas crianças a terem sua infância preservada e recheadas com alegrias, amor, e desenvolvimento saudáveis.

 

Tânia Maria Lima Maliska Sperati 

CRP 06/79567
Psicóloga Clínica Comportamental

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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