RELACIONAMENTOS ABUSIVOS

banner-paginas-posts


São relacionamentos, que infelizmente estão cada vez mais comuns. Mas porque eles existem? As relações nunca são abusivas no começo, mas se as pessoas forem capazes de detectar isso e se posicionarem quando perceberem alguma sensação estranha, ou quando se veem refletindo se tal comportamento seria normal ou esperado, a violência já pode estar acontecendo, seja emocional, verbal, moral ou física. Os abusadores, muitas vezes, repetem algo que já viveram em sua história e procuram pares que são submissos e possam ser controlados. Numa relação não abusiva, ou saudável, há respeito mútuo, liberdade, individualidade, há soma e não vontade de um sobre o outro como forma de poder.

Podemos identificar um relacionamento abusivo quando há ciúmes e possessividade em excesso, seu companheiro ou companheira tenta isolar você de seus amigos e familiares fazendo parecer que é o melhor para você e que ele é capaz de suprir tudo para você. Ele controla suas ações, seus pertences, finanças e pode ficar com raiva se você se mostrar independente. Ele sempre está certo, faz você se sentir fraca e com medo de tomar as próprias decisões, o abuso emocional pode se tornar verbal com xingamentos para se sentir poderoso. Há muita manipulação, jogos psicológicos, fazendo o companheiro aceitar isso e ainda acreditar que a culpa de tudo é dele. É uma situação muito angustiante para o abusado que se vê cada vez mais fraco e submisso.

Vamos refletir sobre alguns exemplos práticos de atitudes consideradas abusivas num relacionamento: um abusador pode fazer com que você pense que ele sempre quer o melhor para você e ninguém será capaz de amar e cuidar de você como ele. Depois de um comportamento agressivo e abusivo, ele pode tentar parecer humilde e tenta agradar para confundir o companheiro fazendo com que tudo que ele faça seja perdoado. Ele pode quebrar objetos ao seu redor, mostrando uma agressividade que um dia pode chegar até você, pode também fazer uso de álcool ou drogas para ficar mais confiante, agredir, e depois justificar que foi a bebida ou a droga e que mais uma vez, a culpa é sua. O abusador pode também acusar o outro de traição ou flerte com um exagero que fica parecendo uma ameaça, uma acusação, perseguindo o indivíduo com ligações e perguntas sem fim.

Muitas vezes a gente tende a pensar que o relacionamento abusivo geralmente vem da parte do homem. Porém, tanto homens quanto mulheres podem ter histórias de abuso e repetir isso. Tentando fazer com que através do poder, sua insegurança pareça superioridade, aquele que sabe tudo, e sabe tudo que é melhor para a outra pessoa. Pode ocorrer entre sexos opostos como também entre o mesmo sexo. Se houver o abusador e o outro pronto a ocupar o lugar de abusado, a relação abusiva está estabelecida, um complementa o outro numa relação tóxica para ambos.

Identificando o relacionamento abusivo, muitas pessoas pensam logo na separação. Mas, existem outros caminhos para essa mudança. É natural quereremos nos livrar do que nos faz mal, e é até saudável. A separação é uma possibilidade para que possamos nos recuperar, nos fortalecer e retomar a vida. A separação é uma mudança. Mas é bom lembrar que ninguém muda se não quiser, seja de atitude, crença, relacionamento, entre outros. Ás vezes, as relações terminam e as pessoas ficam presas porque não aceitam mudar e ficam dependentes do que lhes faz mal. Um importante caminho para essa mudança é buscar a ajuda de um psicólogo.

O psicólogo pode, através de uma psicoterapia, ajudar tanto o abusador quanto o abusado, na medida em que possibilita a oportunidade de revelar os fatos como são na realidade, mostrar o que está acontecendo, permitir que os indivíduos falem, se escutem e percebam sentimentos, reações, pensamentos e condutas, de onde eles vêm e que consequências estão trazendo para si e para o outro. Assim, há o resgate de cada um, através do fortalecimento do mundo interno, onde cada pessoa pode reencontrar-se consigo própria, libertando-se de manipulações, respeitando seus limites, recuperando o amor próprio, a autoconfiança e segurança. Sendo capaz de buscar relações mais saudáveis e positivas.

Se você identifica um relacionamento abusivo e continua nele, você também é responsável por isso, pois o conhecimento traz responsabilidade. E você continua num relacionamento abusivo esperando que o outro mude, lembre-se de que o outro só muda se ele quiser e você pode passar por muitos períodos em que se sentirá confuso diante de tantos jogos e manipulações, muitas vezes afastando-se de sua essência, de quem você realmente é, achando que é melhor ficar do que perder, o que na verdade já está bem longe do que você merece. Seja feliz, respeite-se, bus              que relações saudáveis de troca e soma. Ame-se primeiro, para depois receber o melhor e oferecer o melhor. Consulte um psicólogo.

Liliana C. Leonardi.: CRP 06/58395

Psicóloga clínica, mestre e doutora pelo Instituto de Psicologia da USP

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.


Rua do Grito 133, Ipiranga – Próx. ao metro Sacomã

contato@equilybra.com.brequilybrapsicologia@hotmail.com

CRP/PJ: 4997-J

icone-face icone-instagram icone-youtube

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.