O CRESCENTE AUMENTO DE CASOS DE SUICÍDIO ENTRE JOVENS

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O CRESCENTE AUMENTO DE CASOS DE SUICÍDIO ENTRE JOVENS

Nos últimos meses a discussão sobre o aumento nos casos de suicídio entre os jovens vem tomando conta das mídias. No Brasil os casos de suicídio entre os jovens aumentaram 10% em relação a 2002. E segundo a OMS há um suicídio a cada 40 segundos atingindo a marca de mais de 1 milhão de pessoas em todo mundo em um ano. A previsão que em seis anos os casos ultrapassem a casa de 1,5 milhões de casos em todo o mundo.

A exibição da série “13 Reason Why”, o jogo da “Baleia Azul” e as seis tentativas de suicídio na Universidade de São Paulo somente este ano, vieram para dar mais força a esse coro de jovens que atentam contra a própria vida. A pergunta é por que isso está ocorrendo? E por que os prognósticos futuros são tão obscuros?

A resposta não é tão simples; o suicídio pode ter sua causa em alguma doença mental, pode ser conseqüência do uso abusivo de álcool e drogas e conseqüência de uma depressão não tratada.  

No seriado a personagem Hannah que acabou de cometer suicídio conta através de fitas cassetes os 13 motivos pelos quais tirou a própria vida. A história da Hannah se mistura a outras histórias de jovens dentro do seriado. Cada um deles além da sua parcela de culpa no suicídio tem também retratada um pouco de suas vidas, e como cada um lida com as suas próprias angústias e sofrimentos. O que todos os jovens têm em comum? Nenhum deles procurou ajuda, nenhum deles procurou conversar com outras pessoas, todos sofrem calados com seus próprios monstros internos. O jovem agredido pelo padrasto, o com a família ausente, a jovem lésbica, até mesmo uma jovem com um pai presente e carinhoso, que foi estuprada e não queria decepcionar o pai.

A adolescência é um período na vida das pessoas, onde há uma grande necessidade de ser aceito, de pertencer a um grupo, é um período de transição da infância, onde praticamente todas as decisões são tomadas pelos pais e a fase adulta onde a pessoa passa a tomar as rédeas da sua vida. Na adolescência o jovem passa a tomar algumas decisões a respeito da sua vida, quem serão seus amigos, seus relacionamentos, o que gosta de fazer, o que gostaria de estudar entre outras. E essas decisões passam a ter certas consequências dependendo se a escolha foi assertiva por parte do jovem ou não. E na grande maioria das vezes os jovens não estão preparados para lidar com essas conseqüências, principalmente porque em sua educação, os pais, a família, a sociedade e até mesmo a escola não fez o seu papel educativo em construir uma maturidade emocional para este jovem. É comum nos depararmos cada dia mais com crianças que simplesmente mandam na família, que são tiranos mirins e que os pais fazem tudo o que a criança quer. A criança nunca ouve NÃO. Só que a vida irá dizer muitos NÃOs a essa criança quando ela crescer. E como ela não aprendeu a lidar com essas negativas e frustrações, não se sentirá preparada para enfrentar a vida. Quando levar um “fora” no relacionamento o mundo vai acabar literalmente. Quando a faculdade exigir desempenho, disciplina nos estudos e pressão, simplesmente não agüentam. Quando forem lidar com as dúvidas da própria sexualidade, muita confusão aparece. E para todo o resto que tiverem que passar pela vida com certeza dúvidas, angústias e sofrimento emocional aparecerão.

Um Não bem aplicado nas horas certas pode fazer a grande diferença no desenvolvimento emocional de um jovem. Um adolescente com boa auto estima e boa maturidade emocional tem grande chance de ter o discernimento de procurar ajuda quando precisa, de conversar ao menos com seus colegas e não se sentir tão só em suas ansiedades.

Os sinais de alerta aos pais, família e educadores são: queda no rendimento escolar, isolamento social, alterações de humor, brigas com a família e amigos, distúrbios do sono, aumento ou diminuição do peso, o possível consumo de álcool e drogas. Ao perceber algum desses sintomas procure ajuda de um profissional que poderá orientar sobre a depressão e o tratamento adequado.

O aumento da discussão a respeito do seriado e do jogo só é benéfico para alertar os pais desse problema e para alertar a sociedade que este comportamento suicida está presente em muitos lares ao redor do mundo e não é somente nos EUA, onde se passa o seriado ou na Rússia país de origem do jogo Baleia Azul. O seriado deve ser assistido pelos adolescentes, jovens e adultos e é um bom motivo para ser discutido em família, pode ser uma boa oportunidade para saber o que os adolescentes estão pensando a respeito, o que estão sentindo. Depois da exibição do seriado o aumento de pais e jovens em busca de ajuda emocional de um psicólogo tem aumentado muito.

Lembrem-se: Criança precisa de amor, de carinho, de respeito, de educação, de ser incentivada, valorizada, criança precisa ser criada com ética, com valores e com discernimento. E isso não está plantado nos Ipads da vida, nem nos jogos de celulares de último tipo.

 

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

Rosângela Corrêa CRP: 06/45870
Psicóloga Clínica e Educadora Sexual


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