O AMOR E AS MULHERES QUE AMAM DEMAIS

O mês de Junho chegando e inevitavelmente, nos vem à lembrança o dia dos namorados. Nesta data, lembramos como o amor é lindo, o bem estar que nos proporciona a presença do ser amado, as expectativas que colocamos em nossos relacionamentos amorosos. É certo, que toda mulher sonha com um parceiro em todos os sentidos, anseia por um homem que a ame e esteja sempre ao seu lado e com ela constitua uma família.

Entretanto, quase sempre, a realidade do dia a dia, vai se sobrepondo aos sonhos, o casal vai se conhecendo melhor e à medida que se conhecem, vai descobrindo que o outro não é tão perfeito como imaginavam, são seres com qualidades e defeitos, como o são todos os seres humanos. Instala-se entre os dois a percepção de que o companheiro não é a melhor pessoa do mundo como pensavam no início do relacionamento. É neste momento, que os sonhos devem ser substituídos pela realidade e a realidade exige diálogo, solução de conflitos, aceitação do outro, compreensão das diferenças e outras tantas qualidades necessárias à boa convivência. Só assim, os conflitos serão resolvidos de modo satisfatório trazendo paz e felicidade para o casal.

Mas nem todos os relacionamentos se desenvolvem nesta sequencia, nem todos são um mar de ondas calmas, alguns amores trafegam por mares revoltos, onde o namoro cheio de sonhos se transforma em sofrimento. O que me faz lembrar, das mulheres que amam demais, aquelas que querem moldar o comportamento do ser amado conforme a imagem que elas desejam ou acham que é o modelo correto.

Para quem ama de modo excessivo, amar é sofrimento e, geralmente, são as mulheres que amam demais. Tais mulheres só se sentem completas quando estão em um relacionamento amoroso e não conseguem se divertir nem ser feliz sem a presença do/a parceiro/a. Neste tipo de relacionamento há uma dependência da presença do companheiro/a para se sentir viva e plena no mundo.

Mulheres que amam demais se esquecem de si mesma para agradar a quem amam, cuidam excessivamente e, muitas vezes, de modo obsessivo. Com medo de ser abandonadas, fazem qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento ou ao contrario, tentam sair de um relacionamento, que sabem destrutivo, mas não conseguem. Culpam e acusam seus relacionamentos pela infelicidade de suas vidas, incapazes que são de solucionar os problemas que predominam na relação.

Mulheres que amam demais acreditam que a culpa é do outro, que elas dão tudo e não recebem retorno, mas a verdade é que não basta amar quando o desrespeito, o ciúme e outros sentimentos negativos passam a controlar a relação, tornando-se, tal relação, motivo de desespero em suas vidas. E quando é o outro quem termina o relacionamento então a dor e o sofrimento tornam-se infindáveis, a vida perde sentido.

A baixa autoestima é a mais frequente causa das relações doentias e inseguras. Se você vivencia um relacionamento de sofrimento e se identificou com este texto busque o serviço profissional de um psicólogo, a terapia irá ajudá-la a desenvolver uma nova forma de se relacionar consigo mesma e, com um companheiro, de forma saudável e construtiva. Se permita ser feliz.

CÉLIA CERQUEIRA CRP 06/143823

Psicóloga Clínica na Abordagem Fenomenológica – Psicanalítica

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