MÃE SOLTEIRA, DIVORCIADA OU VIÚVA, PROCURA.

A sociedade ainda de grande maioria machista tem um modelo de “mãe”, que perpetua até os dias atuais. E quando uma mãe solteira, divorciada ou viúva decide virar a página e seguir com sua vida amorosa, é altamente criticada. Algo que raramente ocorre com os pais na mesma situação. Para o homem a sociedade acredita que é até mesmo “charmoso” um pai dedicado ir em busca de um novo relacionamento, contudo para a mulher a recíproca não é verdadeira.

Para Juliana B, 34 anos, divorciada há pouco mais de 2 anos e mãe de um filho de 5 anos. A experiência não tem sido fácil. As críticas vêm de todos os lados; da família, de homens e acreditem de outras mulheres na mesma situação.

Juliana relata que no seu perfil em um famoso aplicativo de paquera colocou que tinha um filho de 5 anos e deparou-se com comentários tipo: “Coitado do seu filho que tem uma mãe puta, que fica procurando macho em app”. Diversas falas pejorativas estiveram presentes nos comentários que Juliana relatou.

No século 21 mesmo com toda evolução tecnológica, a capacidade da psique humana em ser empática, ou seja, se colocar no lugar do outro, ser um pouco menos egoísta e não fazer pré-julgamentos. Continua totalmente retrógada. E a sociedade continua julgando e proferindo sentenças para tais mães.

As mães solteiras, divorciadas e até mesmo viúvas, que tiveram que enfrentar um processo de recuperar a sua autoestima após passarem pelo luto da perda de um relacionamento, seja por separação, escolha própria ou por morte de um parceiro ou parceira. Acabam por enfrentar situações preconceituosas quando resolvem seguir com suas vidas. Primeiramente o reforço do Amor Próprio é a ferramenta principal para enfrentar esta nova fase da vida. Ame-se acima de qualquer pessoa ou situação. Você é especial!

Uma preocupação constante de mães é o momento certo para apresentar o novo relacionamento para os filhos. Deixe este momento para quando estiver um pouco mais de certeza desta relação. Não é muito bom para crianças ou adolescentes se apegarem a uma pessoa e esta acabar sendo passageira na vida delas.

Outra situação bastante frequente quando a mãe começa a namorar é a insegurança por parte dos filhos, ora manifestada em ocorrências de ciúmes. Por conta de tal situação, uma conversa franca e clara a respeito do que está acontecendo, pode ser bastante providencial. Por isso a importância do amor próprio. A mulher ter clara para si, que antes de ser mãe, ela é mulher e que a maternidade, não é motivo para não seguir em frente em um novo relacionamento. A melhora do amor próprio é um trabalho de dedicação constante e com a ajuda de um profissional de psicologia essa conquista pode ser alcançada com maior facilidade, este processo não precisa ser feito de forma solitária.

Costumamos dizer na psicologia, que quando nasce uma mãe, nasce a culpa. Não vou entrar no mérito abrangente desta afirmação. Vou analisar somente por um prisma; o do amor. Devemos lembrar que mães felizes, realizadas e que desenvolveram a capacidade de se amar, transmitem aos seus filhos segurança necessária para os mesmos também desenvolverem sua autoestima. Então nada de culpa! Virem a página mães! Amem e se deixem amar!

  ROSANGELA M. CORRÊA – CRP 06/45870

 Psicóloga Clínica Junguiana e Terapeuta Sexual

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