FAMÍLIA QUE SOFRE JUNTO: DEPENDÊNCIA QUÍMICA

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Sabe-se que família é um fator de fundamental importância no tratamento da dependência química, pois ela é o suporte mais valioso que uma pessoa pode recorrer quando se encontra em situação adversa, e muitas vezes o adicto não consegue ter autonomia para buscar ajuda sozinho, ou acha que não necessita de ajuda, e esse papel acaba sendo feito por uma pessoa próxima a ele, geralmente um familiar, que tem que decidir por ele o qual será a melhor forma de ajuda-lo. É um momento muito difícil, pois, além da busca de um tratamento adequado, envolve também questões emocionais perante a situação que o seu ente querido está passando, fazendo com que toda a carga emocional da responsabilidade e da incerteza, de que a atitude a ser tomada, muitas vezes sem que o dependente concorde, será bem-sucedida ou não. Todo esse peso da decisão juntamente ao sofrimento de presenciar toda a mudança física e emocional que o uso das drogas causa em seu ente querido. Decidir algo por alguém que não reúne condições emocionais e ainda vive em um mundo irreal, onde as drogas lhe dão toda a sensação de falsa liberdade e poder, realmente não é uma tarefa fácil, e todo esse contexto de dúvida e ansiedade pode causar uma pressão muito grande e adoecer a quem tenta ajudar o dependente químico.

“será que a internação é o melhor caminho? Será que meu filho irá me perdoar se eu o internar? Será que é só uma fase e é melhor deixarmos que ele amadureça e perceba que esse não é o melhor caminho?”

As dúvidas aliadas a ansiedade de resolver o problema da melhor maneira possível, muitas vezes impedem os familiares de tomarem uma decisão mais adequada quanto ao tratamento da dependência química, além de ter a sensação que qualquer decisão tomada não foi a adequada, pois, as recaídas do dependente químico costumam ser frequentes até que se consiga chegar a abstinência. Contudo, deve-se pensar que o caminho é difícil e, que, da mesma forma que o dependente químico necessita do suporte da família para superar esse árduo desafio, a família também, mais do que nunca, necessita de um suporte para manter o equilíbrio e principalmente não adoecer. Compreender e aceitar a situação é o primeiro passo a ser dado para que se consiga algo considerável nessa luta, para tanto, um suporte psicológico pode ser de grande valia para orientar a família no intuito de encontrar soluções equilibradas a serem tomadas referente ao tratamento de seu familiar, concomitantemente, um trabalho junto ao dependente químico, no intuito de avaliar, através de observação clínica e psicodiagnóstico, que providências serão necessárias em relação ao tratamento, e principalmente, qual a forma mais equilibrada tomar no atual momento. Popularmente, quando se pensa em um tratamento a dependência química, a solução é a internação, por isso, é importante conhecer o histórico do dependente, quais substâncias ele vem consumindo e principalmente acompanhar de perto a sua mudança de atitude, verificando, se além do uso de drogas, o seu comportamento gera mais riscos a sua integridade e a de terceiros, como compartilhamento de seringas, sexo sem prevenção, práticas de delitos e etc. Desta forma, poderá ter a noção dos riscos e estágios que o dependente se encontra para que possa se pensar em um tratamento adequado. Além de conhecer o histórico do adicto, é importante conhecer os tipos de tratamentos disponíveis, pois, há diversas formas de tratar a dependência química e a internação é só uma delas, porém, quando se faz necessária uma intervenção mais drástica, onde o dependente comete atitudes de riscos iminentes a sua integridade física e psicológica e a de terceiros, onde não há mais controle, ou quando há um comum acordo entre o adicto e a família e chega-se ao consenso que ficar afastado do contexto atual por um tempo, pode ajudar a chegar a abstinência. Não é apenas a decisão tomada, ou o tratamento escolhido que vai determinar o sucesso no tratamento da dependência química, mas também o envolvimento e participação da família em todos os processos, desde a constatação do uso de drogas feito pelo dependente, as conversas e as tentativas de ensinamento sobre os malefícios das drogas, as brigas, as preocupações, a busca por ajuda, enfim, é de fundamental importância a presença da família para se obter sucesso no tratamento do dependente químico, por isso, também é fundamental que essa família tenha boa saúde física e psicológica para percorrer esse caminho longo, e muitas vezes ingrato que as drogas proporcionam na vida dos dependentes e seus familiares. Samir Mourad Psicólogo Clínico CRP: 06/88835 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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