ENQUANTO O AMOR NÃO VEM!

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“O amor é o processo de eu conduzi-lo gentilmente de volta a você mesmo”
(Antonie de Saint –Exupéry)
 
Para muitas pessoas, esse pode ser o início de um grande sofrimento e de uma vida infeliz. O fim de um relacionamento pode ter significados diferentes para cada um de nós. Aprender a viver sem aquela pessoa que antes compartilhava de todos os momentos, felizes ou não, não é uma tarefa impossível como pode parecer.  É neste momento que temos que encarar o fim como um novo começo. Leva um tempo até que possamos entender que faz bem o tempo levar coisas da gente. O fim de um relacionamento, seja ele superficial, namoro, casamento, ou como queiram chamar, sempre deixa aprendizados para ambas as partes. Neste processo de aprendizado, estão envolvidos uma série de questionamentos que muitas vezes parecem não ter sentido ou respostas. Vamos nos redescobrindo, reaprendendo a viver, encontrando novas formas de se adequar á nova rotina, encontrando novos prazeres, lugares, entendendo que aos poucos voltamos a ser um só. Mas espera aí…”Voltamos a ser um só”? Mas, em que momento deixamos de ser únicos? Em que momento deixamos de lado nossa identidade? Esta é uma pergunta que faz pensar sobre como muitos relacionamentos vem desmoronando, caindo por terra, vividos de forma superficial. Quando duas pessoas decidem se relacionar, elas passam a unir toda bagagem e todo o conteúdo vividos por elas até este momento. Cada um com a sua individualidade, seu passado, sua história, manias, defeitos, qualidades etc. Sabemos que a construção de um indivíduo se dá através da relação com o outro. Certo. Então nos construímos a cada relação? SIM!
Porém, essa construção da individualidade também se dá de maneiras diferentes para cada um de nós. Isso quer dizer que, cada pessoa se constrói de uma forma, de acordo com os conteúdos que foram absorvidos durante sua vida, com as relações que foram feitas e assim por diante. Ocorre uma junção de todos esses conteúdos e bagagens e muitas vezes é aí que começam os problemas. Muitas pessoas acabam por responsabilizar o outro pela sua felicidade, deixam de viver sua vida particular para viver intensamente a vida do outro. Nada mais importa a não ser o outro. A pessoa passa a prejudicar todos os âmbitos de sua vida em razão de um relacionamento. Quando esse relacionamento acaba, é mais do que esperado que o sofrimento para esta pessoa que tanto se dedicou, seja muito maior do que para a pessoa que escolheu o fim. E porque isso acontece? Porque os envolvidos ainda não resolveram questões pessoais antes de dividi-las com outras pessoas. Existe uma frase que retrata bem essa situação: “ É impossível ser feliz com alguém se você não faz ideia de como ser feliz sozinho”. Quando as tais das metades das laranjas se unem cheias de questões mal resolvidas, os problemas triplicam. Temos a tendência de nos espelhar no outro, depositar no outro a responsabilidade de resolver nossos problemas, projetamos no outro nossas questões, ignorando as nossas próprias. Portanto, antes de se jogar de cabeça em um relacionamento, é muito importante estarmos atentos a alguns pontos. Saber o que buscamos é o primeiro passo. Quando não sabemos o que queremos, o universo nos dá qualquer coisa e muitas vezes podemos não gostar. A solidão é inevitável e vai bater á porta. Durante o caminho podemos encontrar acompanhantes para seguir essa viagem, mas eles também serão livres para trocar de rota quanto quiserem.  Enfrentar os fantasmas por mais doloroso que isso possa parecer, ajuda a nos fortalecer e reconhecer nossos medos. Acreditar em nosso potencial, independente do que os outros digam, fortalece a autoestima. O tempo todo seremos convencidos de que relacionamentos saudáveis, sem briga e com parceria não existem. Isso não é verdade. Quando duas pessoas fortes e bem estruturadas se unem, é possível sim construir uma relação sadia, não perfeita, mas saudável. Temos a tendência de procurar a perfeição no outro e isso gera uma busca incessante, que nunca terá fim. Saber perdoar também é algo necessário antes de se iniciar um relacionamento, não quer dizer dar outra chance, mas eliminar a mágoa do coração. E o principal e mais importante de tudo: o amor tem que permitir ser livre, nada menos que isso. É possível ser feliz sozinho, para algumas pessoas mais fácil, para outras nem tanto, o importante é buscarmos sempre nosso autoconhecimento, visando entender nossos medos e fraquezas, encarando nossos fantasmas, descobrindo o amor próprio, fortalecendo nossa autoestima, amadurecendo, construindo nossa individualidade e principalmente, colocando sempre em primeiro lugar e acima de tudo a pessoa mais importante: VOCÊ. Não desista de você. E enquanto o amor não vem, enquanto ele não estiver aqui,
precisamos criar uma base forte o suficiente para nos sustentar, para nos encontrar e viver de modo feliz, mesmo que sozinhos. Precisamos nos tornar melhores para nós e para o outro, pois em algum momento, “O pra sempre, sempre acaba”, e nesse momento possamos entender que, como diz Rubem Alves, “amar é como ter um pássaro pousado no dedo, quem tem um pássaro pousado no dedo, sabe que a qualquer momento ele pode voar”.
Aline Salvador
Psicóloga Clínica  CRP: 06/94664
 
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