AS MÃES DOS NOVOS IMPERADORES

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O Imperador é aquele que é considerado o soberano em uma nação, ou aquele que comanda um império. Atualmente os Imperadores são os filhos que usam e abusam de seus pais, principalmente das mães, que são primeiras e principais vítimas. Quando não tratada a “Síndrome do Imperador”, pode levar a graves conseqüências, como maus-tratos dessas ou outros membros da família.

É comum pensar nas inúmeras expectativas que muitas mães têm perante seus filhos, por conta disso, fazem o possível e o impossível para que eles sejam felizes e sintam preenchidos a qualquer custo. Até porque a rotina acelerada das mães que têm que dar conta do cuidado da casa, da vida profissional, de si mesma, principalmente dos filhos.

Mas como identificar a “Síndrome do Imperador”? Quais são os comportamentos? As causas? O que fazer? Como tirar as crianças do trono?

A Síndrome do Imperador são as crianças ou adolescentes que comandam a família, são mandonas, controladoras e autoritárias, chatas, sem limites, escolhem o que a família vai fazer ou até o que vão comer, entre outras características, ou seja, são os reis/imperadores da família. São egocêntricas, com baixa tolerância e não conseguem controlar suas emoções. Essas acabam ameaçando ou abalando o emocional da mãe, demonstrando pouca capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir compaixão ou até culpa.

Essas crianças não nascem assim, elas vão se tornando por falta de limites ou dificuldade de controle dos pais, as mesmas passam a mandar e desmandar, levando para além da família tendo dificuldades de interação, com normas e regras, deslocamento afetivo (acreditando que a questão material é mais importante que a afetiva) com parentes, na escola ou com colegas. Essas acreditam que sempre terão o que querem e desejam no tempo delas. Outros comportamentos são a falta de tempo, a pouca dedicação aos filhos, falta de limites ou mostrar para o filho que ele é único e soberano. Por conta de exigências sociais, principalmente profissionais, faz com que as mães se dediquem pouco aos cuidados e educação dos filhos, fazendo com que eles sejam permissivos concebendo a eles tudo o que desejam, sem mostrar limites entre querer e ter ou suprindo suas exigências.

Contudo, esses comportamentos, são reflexos de diversos sentimentos como culpa e insegurança, pois em muitos casos as crianças imperadoras fazem com que a mãe se sinta culpada, acreditando que ela não é uma boa mãe. Fazendo com que elas deixem de exercer a autoridade e levarem a relação com a criança de camaradagem. A mãe e o filho podem e devem ser amigos, mas é importante que ambos tenham ciência de seu papel.

Para isso é importante que a mãe auxilie a criança no desenvolvimento de uma inteligência emocional e na consciência de suas emoções, ensinando a elas empatia de se colocar no lugar do outro e compaixão com o próximo e principalmente colocar limites e barreiras em alguns comportamentos, buscando fazer isso com clareza.

Muitas mães se sentem incapazes e acabam não dando conta de seu sofrimento emocional ou de não conseguindo ter o controle do próprio filho. Esses pensamentos trazem a ela uma baixa auto-estima, insegurança, culpa, podendo levá-la a ter sintomas ansiosos e depressivos.

Buscar uma ajuda profissional não é sinônimo de fraqueza. A Psicoterapia fornece um espaço para esclarecer esses conflitos emocionais e psicológicos, uma oportunidade de pensar na situação e em maneiras ou caminhos de como lidar com isso. Não podemos esquecer que ninguém nasce mãe, a mulher se torna mãe e renasce no sorriso do filho, no olhar enquanto é amamentado, no choro que reconhece, nos primeiros passos se apoiando em suas mãos, no calor do colo que acalma, na voz que incentiva que acalenta e passa segurança, e continua se tornando mãe a cada passo importante, a cada vitória, a cada desejo, a cada sonho, mesmo quando aquela criança que quer dominar o mundo se torna um adulto capaz de reconhecer o amor de sua mãe.

MONIQUE DONATO PEREIRA  – CRP: 06/117101

Psicóloga Clínica Infantil e de Casais

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