ADOLESCENTES E AS DROGAS- UNIDOS PELA TRISTEZA

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A adolescência é um momento de imaturidade em busca de maturidade. É uma admirável etapa na vida de todo ser humano, e é nessa etapa que a pessoa descobre a sua identidade e define a sua personalidade, passando por modificações físicas e comportamentais, ficando apto a novas experiências, novos desafios e estabelecendo hábitos que serão levados pela vida adulta.

Nesse processo, demonstra-se uma crise, na qual se reformulam os valores adquiridos na infância e se assimilam em uma nova estrutura mais madura.

Para alguns pais é muito difícil este novo período na educação dos filhos!

 O envolvimento de jovens com as drogas é uma das maiores preocupações dos pais, pois hoje em dia, estão entrando em contato com a droga cada vez mais cedo, trata-se de um “fenômeno da Juventude”, pois são raros os jovens que atravessam a adolescência sem serem expostos às drogas.

Na prática o início pode ocorrer com o uso de cigarro, de vinho e cerveja (drogas legalmente liberada ao consumo, socialmente aceitas e de fácil acesso); posteriormente, vem o uso das drogas ilícitas, como  maconha,  cocaína, êxtase, crack entre outras, produzindo um efeito cascata que acaba por afetar diretamente a todos, ou seja, o jovem e seus familiares.

As drogas entram em suas vidas pelas mesmas portas, aquelas da curiosidade, da impulsividade e a do não saber dizer NÃO.

“Sempre fomos amigos, conversávamos… jamais lhe faltou amor, carinho ou coisas materiais”.

A culpa passa a fazer parte da vida de pais e mães, alguns acreditam que erraram na educação, ou foram severos ou permissíveis de mais, outros acham que a separação quando os filhos ainda eram pequenos. Há aqueles que se culpam por terem deixado as crianças sob o cuidado de babás, empregadas e avós. Outros se culpam por terem se dedicado muito tempo para ganhar dinheiro e oferecer todo material que a família precisou.

O fato é que existem dependentes de todos os tipos de famílias, de todas as raças, religiões, padrões sociais, e todos os modelos de educação. As drogas são bastante sociais e democráticas, pois unem pela tristeza, ricos e pobres.

É importante observar alguns sinais de alerta que o jovem pode apresentar com o uso de drogas:

  • Mudança de personalidade e de humor
  • Irritabilidade
  • Quebra de regras
  • Brigas freqüentes com os pais
  • Comportamento irresponsável
  • Falta de motivação para atividades
  • Baixa autoestima
  • Problemas de disciplina
  • Grande mudança na aparência
  • Fonte desconhecida de renda

 Modificações físicas: Fadiga, fala arrastada, olhos vermelhos, pupilas dilatadas, perda rápida de peso, perda da coordenação motora.

A formação que cada um deve receber enquanto ser humano é um fator importante. O fato de se sentirem sozinhos ou perdidos, sem muitas experiências de vida e sem boas referências para descobrirem quais caminhos querem seguir.

Dificilmente um único fator de risco levará o adolescente ao uso de drogas.

Alguns fatores de risco:

  • Ambiente doméstico violento.
  • Pais usuários de álcool e outras drogas.
  • Negligencia e falta de envolvimento parental.
  • Baixo desempenho acadêmico.
  • Pais permissivos.
  • Baixo desempenho social
  • Amizade com usuários de drogas.
  • Temperamento impulsivo.
  • Comportamento delinqüêncial.
  • Precocidade da experimentação.
  • Baixa autoestima.

 
O tratamento do adolescente que se tornou usuário ou dependente das drogas vai depender basicamente do tipo de droga utilizada, quantidade, tempo e freqüência de uso.

Popularmente, quando se pensa em tratamento para dependência química, pensa-se em internação, entretanto, é necessário procurarmos locais e profissionais para auxiliar nessa situação tão difícil, pois, é de extrema importância avaliar a situação que o jovem se encontra perante o uso de drogas, e até mesmo como os familiares estão lidando com isso.

Uma avaliação precisa, como por exemplo, um psicodiagnóstico pode ser determinante para o sucesso no tratamento, pois, vai determinar e direcionar o tratamento adequado.

A terapia cognitiva-comportamental, a terapia de família, e a terapia de grupo são atualmente as principais modalidades para o caso de dependência química. As técnicas buscam o desenvolvimento de habilidades sociais que possam ajudar o paciente e sua família na solução de problemas e na prevenção de prevenção de recaídas.

Comunicação é a palavra chave, um bom relacionamento entre pais e filhos é fundamental para a proteção em relação ao uso de drogas. Uma das funções das famílias é dialogar, esclarecer dúvidas, ensinar limites e ajudar o adolescente a lidar com frustrações. Crescendo em um ambiente acolhedor e com regras claras, com isso eles tendem a se tornar mais seguros e menos propensos a se envolver com drogas.

É importante esclarecer que somente se interna o dependente químico que preencha condições de internação. Contudo não garante que o dependente não volte a procurar as drogas novamente.

O caminho básico que os pais devem seguir é o da compreensão, com o devido respeito e carinho que merece cada um dos adolescentes. Manter a serenidade a todo custo é de extrema importância para aqueles que estão preocupados com o adolescente que esta usando drogas e se preocupam com a sua recuperação.


Maria Goreth Sousa Oliveira
 CRP-SP-124210
 Psicóloga Cognitivo Comportamental
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo

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