A Visão Psicológica do Fenômeno Pokemon GO

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O jogo para celulares lançado em 03 de agosto no Brasil já é uma febre entre os usuários, é mais utilizado que o Whatsapp e mais baixado que o aplicativo Tinder. “Pokémon Go” é um game gratuito de realidade aumentada para smartphones. O jogo utiliza o sistema de GPS dos aparelhos para fazer com que os jogadores se desloquem fisicamente para conseguir capturar os monstrinhos Pokémon.

O Pikachu e sua turma foram grande sucesso no final da década de 90. O objetivo do jogo era que seres humanos capturassem os Pokémons, depois os treinassem e por fim lutassem contra outros jogadores. No novo jogo para celulares é utilizada a tecnologia de “realidade aumentada”, onde mistura o mundo real com o mundo do Pokémon, o aplicativo insere os monstrinhos a serem capturados na tela do celular. Diante disso há inúmeras pessoas andando nas ruas tentando capturar os monstrinhos, passeando pelas ruas buscando os Pokémon Shop para abastecer seus estoques com Pokebolas e Incensos, que atraem os monstrinhos tão almejados.

Porque um jogo virou febre em vários países do mundo em tão pouco tempo? O que move as pessoas a utilizarem o aplicativo e estarem sujeitas a serem assaltadas, sofrerem acidentes e lesões físicas por andarem nas ruas distraídas a procura de monstros invisíveis?

Vários aspectos devem ser levados em consideração; primeiro: a grande influência da vida digital na vida real das pessoas, a grande necessidade de fugir da vida real e se alimentar de outras realidades, tais como a vida de outras pessoas encontradas no Facebook, a grande utilização dos aplicativos semelhantes ao Tinder, onde é possível buscar uma pessoa próxima para manter um possível relacionamento. Mascarado por trás da privacidade dos aplicativos é possível criar qualquer persona para se apresentar ao outro e fantasiar uma história, que na maioria das vezes não condiz com a realidade. Segundo: a necessidade de pertencer a uma “tribo”. Segundo a Teoria de Maslow, as necessidades humanas são agrupadas em cinco diferentes níveis: fisiológicas, segurança, social, status e auto-estima. As três últimas é que motivam as pessoas. A grande necessidade de sentir-se amado, querido e desejado, a necessidade de obter reconhecimento, de alcançar objetivos, vivenciar experiências. O Pokemon Go lida imensamente com essas motivações; derrotar o adversário, ser reconhecido, ser superior a outra pessoa, pertencer a um fenômeno mundial. Mas vale lembrar que quando essas motivações não são satisfeitas levam a frustrações, medos, angústias, inseguranças e etc. E que o jogo quando praticado em excesso pode acarretar vício, porque algumas pessoas não conseguem dosar a realidade com a fantasia; não conseguem administrar a frustração e a angústia e querem sempre ser cada dia mais amadas e reconhecidas.

Uma terceira questão sobre o jogo deve ser levada em consideração o fenômeno do Pokémon Go tem ajudado pessoas com quadro de depressão, pois justamente despertam sua motivação e são obrigadas a saírem de casa para capturarem os monstrinhos, passam a ter um objetivo e se distraem de pensamentos que levam a depressão. Sentem-se pertencentes a um grupo e enquadradas na sociedade. Esses fatores são bastante benéficos nos casos de depressão, desde que o jogo não vire um vício ou um subterfúgio para a pessoa fugir de sua realidade.

Crianças e adolescentes devem ser monitorados pelos pais ao utilizarem o jogo, para não se envolverem em situações de risco físico e também o risco psicológico, tudo o que é excesso faz mal a saúde física e mental. A realidade virtual, a Internet, Redes sociais e jogos fazem parte do nosso mundo e seria impossível tentar evitar o contato com essas ferramentas, que facilitam o cotidiano das pessoas, são somente mídias que estão presentes em nossas vidas, cabe as pessoas utilizarem tais ferramentas de maneira adequada a fim de evitar transtornos para a sua vida. Caso sinta dificuldade de lidar com questões relacionadas às mídias virtuais procure a ajuda de uma profissional.

Rosângela Corrêa CRP: 06/45870
Psicóloga e Educadora Sexual

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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