SERÁ QUE MEU FILHO TEM T.O.C.?

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Como reconhecer se o seu filho tem o transtorno obsessivo compulsivo conhecido pela sigla TOC.

TOC é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade, onde sua principal característica é a presença de pensamentos obsessivos, intrusivos e compulsivos. Sendo um transtorno de ansiedade que faz com que o cérebro fique focado em alguns medos ou obsessões, e na tentava de fugir da situação tenebrosa, adquirem comportamentos ritualísticos de modo repetitivo.

As crianças estão em fase de desenvolvimento tanto físico como emocional, associadas à dificuldade em verbalizar seus sentimentos pois possuem dificuldades em identificar seus pensamentos e sentimentos. Os pensamentos ruins e medos podem até não ser reais.

É importante identificar precocemente os sintomas do TOC, quando este transtorno já está interferindo na rotina da criança. Os pais devem ser orientados a separar um comportamento normal do que é excessivo. Segundo estudos o TOC se manifesta em crianças com traços de ansiedade de personalidade, sendo caracterizado por forte inclinação ao perfeccionismo, preocupações excessivas com detalhes, regras, listas, ordens, organização ou horários, insistência em impor aos outros o seu modo de desenvolver tarefas, indecisão, excesso de responsabilidade, inflexibilidade a respeito de regras, moral ou éticas, extrema dificuldade de expressar sentimentos, incapacidade de desfazer de objetos inúteis. Trazendo limitações que prejudicam as relações pessoais desde cedo, pois a rotina da criança pode ser muita alterada pelo transtorno e eles próprios percebem seus comportamentos estranhos e diferente diante dos outros colegas, causando vergonha e, muitas vezes precisam disfarçar ou esconder-se para realizar os rituais compulsivos.

Exemplificando alguns sintomas: quando o filho leva muito tempo para se vestir, demora várias horas no banho, não quer mais dormir sozinho ou se repete inúmeras vezes a mesma pergunta entre outros. O TOC causa sofrimento significativo, interfere no rendimento escolar, relações sociais e nas relações familiares. Por isso são propensos a terem, comorbidades como tiques, depressão, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDHA) e transtorno desafiador opositor.

 

O TOC pode ser tratado na psicoterapia infantil. Dentro da psicologia, a abordagem cognitiva comportamental, conhecida como TCC, tem acenado excelentes resultados no tratamento do TOC tanto infantil como adulto. O psicólogo irá identificar os estados estressantes como a ansiedade frequentemente são mantidos ou exacerbados produzindo comportamentos disfuncionais. Uma vez identificado pensamentos e sentimentos negativos, o psicólogo irá auxiliar a criança a desenvolver e construir novas formas para que ela possa lidar como mundo em sua volta de forma saudável. Com o compromisso de ajudar à família a interagir e a participar de todo o tratamento pelos quais a criança passará, visando promover um bom relacionamento entre pais e filhos, diante dos colegas da escola e professores.

Durante o processo psicoterápico, os atendimentos são realizados de forma lúdica deixando a criança à vontade com as atividades adaptadas a sua faixa etária tais como: pintura, desenhos, jogos e história, com objetivo de criar um elo entre a criança e o terapeuta. As sessões oferecem oportunidades para que ela demonstre ou verbalize seus medos, desejos, pensamentos e sentimentos tornando possível o terapeuta identificar e promover mudanças significativas no comportamento de seu paciente.

Mas, para que essas mudanças ocorram, a família e as pessoas que a cercam também precisam mudar. Durante esse processo os pais fazem parte do foco de intervenção e é sua tarefa observar as circunstancias nas quais os comportamentos ocorrem e as consequências dos mesmos, tentando realizar relações funcionais que serão discutidas com o terapeuta. Assim os pais contribuem para manutenção de comportamentos mais saudáveis na criança.

Diante das dificuldades, o processo terapêutico é um grande aliado no resgate da saúde mental / emocional da criança e das suas relações afetivas.

Em casos mais graves faz-se necessário uma avaliação também com um psiquiatra infantil e talvez o auxílio de uma intervenção medicamentosa.


Psicóloga: Isis Alessandra Ciasca de Carvalho CRP: 06/119621
Psicóloga Cognitivo Comportamental

 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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