QUANDO NOS TORNAMOS MÃES DE NOSSAS MÃES

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O que esperamos de uma relação entre mãe e filha é respeito, acolhimento, afeto, e principalmente amor, pois este configura realmente o instinto de materno, o amor incondicional certo? Errado. Nem sempre vemos mães amorosas e dedicadas por aí. As vezes por não terem desejado filhos, as vezes por não terem recursos internos para cuidar e proteger como deveriam.

 Então chega um tempo em que são trocados os papéis, onde aquela que era filha se torna mãe de sua mãe. Se essa relação foi construída com base no amor, no respeito, ainda que existam conflitos, os cuidados para aquela que um dia cuidou de nós fica menos difícil.

 A realidade é que nem todos têm ou tiveram uma base assim, de afeto. Mas o tempo passa para todos, inclusive para essa mãe que no passado deixou a desejar. E como é cuidar de uma mãe que não teve os mesmos cuidados com você?

 Enquanto a idade de sua mãe não chega você vai construindo sua vida, sua família e tentando fazer de forma diferente as coisas que te desagradaram no passado. E de repente sua mãe envelhece e precisa de seus cuidados.

A primeira questão que grita aos nossos olhos é o quanto essa mulher forte, sendo boa ou não como mãe, agora se encontra fragilizada. A confusão de sentimentos certamente chega, trazendo tristeza, frustração, ansiedade, raiva, culpa por sentir raiva, entre outros. E se a relação sempre foi difícil porque seria diferente agora? As críticas externas começam a aparecer (sem ao menos se colocarem no seu lugar), e você fica sem saber o que fazer, pois se colocá-la em uma casa de repouso você é ruim, se está em sua casa e você perde a paciência você também é ruim.

Será que não é tempo de perdoar e resgatar essa relação que uma boa parte de sua vida lhe trouxe, carências, raivas e demais confusões de sentimentos? Certamente falta pouco tempo para ela ir, e quando acontecer como você vai ficar?

O perdão existe, mas é preciso deixar claro que o mesmo não isenta nossos corações de carregar sentimentos conflituosos sobre a situação e é claro que falar o que sente para a sua mãe agora poderá tornar essa relação pior.

Quando se trata de relacionamentos, não existem fórmulas de como sentir, reagir ou atuar. Mas a vida muitas vezes nos oferece uma oportunidade de resgatar e refazer laços afetivos tão importantes como a relação mãe e filha.

A única certeza que podemos ter é a de tomarmos uma decisão por construir uma relação diferente, mais amistosa, compreensiva, amorosa com essa mãe que necessita de nós nesse momento. Mas mesmo assim pode ser muito difícil e sofrido essa convivência próxima com alguém, sua mãe, que te causou tantas cicatrizes no passado.

A psicoterapia pode te ajudar a expressar seus sentimentos, entender e superar essas mágoas.

 O psicólogo irá te ajudar a encontrar formas de lidar com  suas emoções e a resgatar essa relação prejudicada que foi com sua mãe.

Não deixe passar essa oportunidade, procure ajuda!

Desejo a todas as mães, que seu dia seja repleto de alegrias, principalmente de reflexões, na tentativa de ser cada vez mais uma mãe melhor, uma filha melhor para que a relação de ambas sejam melhores!


Tânia Maria Lima Maliska Sperati 

CRP 06/79567
Psicóloga Clínica Comportamental

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.


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