COPARENTALIDADE: UMA NOVA MANEIRA DE SER PAI

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O Fantástico exibiu recentemente uma reportagem sobre Coparentalidade e várias dúvidas começaram a surgir. Por definição o termo significa duas pessoas que dividem o papel “parental” sem ter uma ligação amorosa, ou seja, pessoas que querem ser pais, mas que não mantem um relacionamento amoroso, pessoas que podem até mesmo ser estranhas uma da outra e que buscam com a ajuda da internet um parceiro ou parceira para dividir o sonho de ter um filho.

Na Internet já há vários sites que realizam o serviço de encontrar um co-parceiro, um desses sites é o http://www.modamily.com/ , que conta até mesmo com app para o celular e serviço Premium, onde é possível contar com um “concierge pessoal” capaz de fazer recomendações de parceiros (as) personalizados, prestar orientação para o primeiro contato entre outros.

As relações familiares foram mudando ao longo do tempo, o casamento ora arranjado por interesses comerciais para que as famílias ampliassem seu poder econômico e político já se fez presente em séculos passados. Passamos para os casamentos frutos do amor romanceado, onde os filhos são adventos dessa relação, que ao longo do tempo também passou por transformações significativas em sua concepção e conceito de família. Com a vida caracterizada por modernidades e as relações ficando cada vez mais superficiais reforçadas pela Internet e pelos App para celulares, não é de se estranhar que esses instrumentos sejam utilizados para facilitar a geração de filhos como ocorre na Coparentalidade.

Pessoas que sonham em ter filhos, mas não querem manter um relacionamento amoroso e que acreditam que crianças podem ser educadas e cuidadas por mais de uma pessoa, procuram nos sites de Coparentalidade a possibilidade de realizarem o que tanto almejam. Esses sites são procurados tanto por heterossexuais como por homossexuais, o perfil dos usuários é na maioria de pessoas com mais de 30 anos, que geralmente esperaram a estabilidade financeira e na carreira para terem filhos.

Ainda é precoce afirmar qual é o impacto desse tipo de modelo de pais na psique dos futuros filhos, pois as configurações podem ser muitas e há muitas variáveis, mas vale lembrar que os pais têm influência direta no amadurecimento emocional dos filhos e os modelos ora estabelecidos pelos mesmos irá determinar muito como será esse futuro adulto. Por isso é importante que futuros pais que irão procurar este modelo de paternidade, devam buscar uma pessoa compatível com o que este acredita ser modelo para uma vida, pensar semelhante em relação à educação, valores, família, sociedade, religião etc. Para que futuramente os conflitos referentes a essas questões sejam amenizados ou inexistentes. Porque os co-pais manterão uma relação para a vida inteira, então deverão ser o mais compatível possível.

Uma criança saudável emocionalmente será aquela criada em um lar sólido, estruturado, permeado com muito amor, carinho, respeito e isso pode ser atingido com qualquer tipo de relacionamento que tenham seus pais; seja em um “casamento” tradicional, seja criado por outras pessoas, ou seja, em uma relação de Coparentalidade, o que realmente importa é como a criança será amparada em suas necessidades.

Rosângela Corrêa CRP: 06/45870
Psicóloga Clinica e Educadora Sexual

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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