A DIFÍCIL VIDA DE UMA MÃE

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A descoberta positiva do resultado de exame de gravidez, tanto em mulheres que possuem o desejo de ser mãe, quanto as que não estavam planejando, desencadeia uma série de sentimentos, dúvidas, insegurança, sentimento de incapacidade perante o futuro, pois o ato de ser mãe não vem com manual de instrução.

As dúvidas e inseguranças continuam ou até se acentuam no decorrer do desenvolvimento de cada fase de seus filhos. A forma de educar e cuidar é uma das preocupações dos pais, pois, é necessário lidar com diversas emoções perante a erros, acertos e principalmente com a ansiedade que antecede decisões importantes, como as escolhas de qual caminho seguir e quais limites impor em relação a educação e valores ensinados aos filhos.

Há quem diga que, antigamente era muito mais fácil criar e ensinar aos filhos sobre o que é certo e o que é errado e que se sabia impor limites e conquistar o respeito dos mesmos. Realmente, acredito que era mais fácil, exatamente pelo fato de que, há pelo menos, uns 20 ou 30 anos atrás, havia uma cultura totalmente diferente, pois naquela época, a maioria das mães assumiam uma função totalmente focada na criação dos filhos, acompanhavam de perto o seu desenvolvimento e suas escolhas, sempre pautadas em seus valores e limites. Ou seja, tudo que era ensinado podia ser observado e corrigido pontualmente, se necessário. Os filhos eram acompanhados de perto, proporcionando as mães suprirem suas necessidades maternas assim como também as necessidades emocionais dos mesmos, ou seja, tinha-se a oportunidade de corrigir erros com facilidade, já que a relação era muito próxima.

Nos dias atuais a mulher conquistou mais espaços no mundo profissional e para ser mãe sem abdicar de suas carreiras profissionais, as mães tendem a dividir o seu escasso tempo a cuidar da casa, de sua carreira profissional e estudos e cuidar de seus filhos. Ao contrário das mães de antigamente, a mãe contemporânea tem mais dificuldades em acompanhar seus filhos de perto e podem ter muitas dúvidas e anseios na hora de educar e impor limites, já que, podem sentir algum tipo de culpa, exatamente por estarem mais ausentes no processo de desenvolvimento de seus filhos. Então, educar e impor limites pode soar como algo negativo, como uma punição, pois é bem comum ouvirmos em consultório, frases do tipo: “cheguei em casa do trabalho cansada e não tive coragem de cobrar a lição de casa do meu filho, ou, estou o dia todo fora e me sinto culpada em cobrá-lo. ¨

Ainda tem a questão do que proibir ou permitir. Dar muita liberdade ao menor sem medir se ele já tem maturidade cognitiva e emocional para discernir entre o certo e o errado pode ser muito perigoso. O fato também dos pais estarem mais ausentes devido uma carga pesada de trabalho ou outras responsabilidades, muitos optam por ocuparem a agenda de seus filhos com atividades que vão muito além das escolares prejudicando a criança de viver plenamente sua fase, ou seja, criança precisa ser criança, precisa brincar, se divertir, interagir com outras crianças. O brincar estimula a criatividade, a maturidade emocional, a interação social entre outros benefícios.

As vezes a mãe chega em casa tão cansada e estressada do trabalho que se sente aliviada quando seus filhos estão entretidos em seus celulares ou tablets reforçando assim a falta de diálogo e proximidade familiar.

Todo esse panorama atual, deixa a mãe sem saber onde e quando colocar limites, até onde dar responsabilidades e autonomia, o que permitir ou proibir. Ainda misturados com sentimentos de culpa pela sua ausência, estresse, cansaço, irritabilidade, cobranças externas entre outros fatores, só piora o discernimento dessa mãe em decidir o que e quando fazer em relação a educação de seus filhos.

Como não existem fórmulas quando estamos lidando com seres humanos, esse ¨termômetro interno¨ que toda mãe precisa ter diariamente sobre os cuidados com seus filhos, tem que estar muito consciente e equilibrado.

Pais devem ensinar valores, impor limites, muitas vezes dar alguma punição aos filhos, mesmo que não possam se dedicar 100%, acompanhar e cobrá-los no que for necessário faz parte das responsabilidades dos genitores. Mas essas decisões precisam ter como único objetivo educar e contribuir para que nossas crianças se tornem adultos saudáveis.

 Mãe, essa é a pergunta que você deve se fazer antes de qualquer atitude: Até que ponto estou tomando decisões baseadas em sentimentos gerados por minha ausência, culpa, falta de paciência, ou, estou focada na educação, saúde e bem-estar de meu filho.       

Conhecer nossos anseios e sentimentos é primordial para compreendermos as necessidades de nossos filhos e supri-las na medida certa, por isso, sempre aconselho a todas as mães buscarem autoconhecimento para aprender a lidar com conflitos e emoções e proporcionar atitudes equilibradas. A psicoterapia é essencial para nos encontrarmos internamente e refletir em boas escolhas para nós e para todos que nos cercam. 

 

Psicóloga: Isis Alessandra Ciasca de Carvalho CRP: 06/119621
Psicóloga Cognitivo Comportamental

 *O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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