A BUSCA INCANSÁVEL PELO AMOR PERFEITO

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Vivemos em uma constante ilusão de que exista alguém perfeito, por conta disso buscamos relacionamentos em redes sociais, aplicativos, sites de relacionamento entre outros. Procuramos como se para encontrar alguém teríamos que ter um cardápio de homens e mulheres, e escolher entre defeitos e qualidades. Mas será que essa busca nos proporciona viver um amor? Será que precisamos trocar de parceiro ou parceira quando lidamos com os defeitos, diferenças e os conflitos que cada um tem dentro de si?

 

Quando estamos apaixonados inicialmente acreditamos que manteremos as promessas de felicidade eterna, no entanto após algum tempo nos esbarramos com conflitos e diferenças do outro. Algumas vezes nos identificamos e nos sentimos completos com essas diferenças, outras permanecemos passivos na relação ou outras vezes “partimos para outra” em busca do nosso amor.  Vivemos buscando os casais perfeitos dos filmes e novelas, que sempre acabam com um final feliz ou fim trágico, que deixa  em alguns casos de herança, à pessoa sobrevivente,  a ideia de que a pessoa que partiu era perfeita.

 

O fracasso dessa busca não nos impede de continuar buscando ou de cometer loucuras em nome do amor. Na maioria dos casos sempre buscamos alguma coisa que falta, mesmo não sabendo o que é. Em alguns momentos não temos a certeza de ter encontrado o que nos faltava ou nos sentimos vazios ou incompletos, voltando a buscar outra pessoa que possa nos suprir essa falta.

 

Inventamos o amor como via para encontrar a felicidade como sinônimo de plenitude. Como se o amor fosse o milagre, realizado apenas pela  junção de dois seres. Assim podemos nos unir e abrir mão de si, chegando a ser confudido com o amado na ilusão de ter encontrado o que faltava e idealizando o perfeito. Restando muitas vezes a ausência de auto estima e de si mesmo, fazendo com que nos tornemos apenas o amor. E assim como dizia Rubem Alves em suas sábias palavras “É mais fácil amar o retrato. Eu já disse que o que se ama é a ‘cena’. Cena é um quadro belo e comovente que existe na alma antes de qualquer experiência amorosa. A busca amorosa é a busca da pessoa que, se achada, irá completar a cena. Antes de te conhecer eu já te amava… E então, inesperadamente nos encontramos com o rosto que já conhecíamos antes de o conhecer. E somos então possuídos pela certeza absoluta de haver encontrado o que procurávamos. A cena está completa. Estamos apaixonados.”

 

Contudo buscar e encontrar o amor é passar pelos conflitos e diferenças, passar pelas crises e momentos de alegria, com a certeza de que não se está só.  É não esquecer da sua individualidade, mas acreditando que encontrou o complemento. Acima de tudo não é viver feliz para sempre, mas viver bons momentos e ter a coragem de reconhecer que algo não está bem e pode ser melhorado. E perceber que algumas vezes essa junção do amor precisa de um apoio, um espaço, para retomar a paixão avassaladora que nos toma quando começamos um relacionamento.

 

Na terapia de casal não se busca a separação como acredita o senso comum, mas busca-se lutar a favor do amor, do que uniu o casal. É levar a pensar no que mudou. Levando em consideração que existem diferenças que muitas vezes podem ser superadas. É auxiliar a pensar nas expectativas e frustrações que ambos têm um com o outro. É levar para o casal a harmonia. Não existe um culpado ou um inocente, são duas pessoas em nome de um sentimento. O psicólogo busca com o casal encontrar o que não estão conseguindo enxergar, dar clareza ao que ambos podem não estar percebendo e o que levaram a tal caminho.

 

MONIQUE DONATO PEREIRA  – CRP: 06/117101

Psicóloga Clínica e de Casais

 

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo


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